Pedintes e golpistas rondam o Bradesco de Tangará da Serra

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Foto: Recorte/Rádio Pineira

Não se trata de exigir faxina social e muito menos de preconceito para com as pessoas que levam uma existência ralada por sofrimento, humilhação e miséria. Nada disso! Tangará da Serra é uma cidade humana, generosa e solidária. O coração do tangaraense é maior que a própria cidade.

A questão é outra!

Pedintes profissionais, doentes de ocasião, dependentes químicos e golpistas de carteirinha incomodam, constrangem e tentam arrancar dinheiro de quem passa pelas imediações da praça da Bíblia ou se aproxima da agência do Bradesco ou mesmo do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros pontos de aglomeração humana.

A polícia militar faz o que pode e pode pouco. A conduta das pessoas que exploram a própria miséria ou torpeza é atípica. Não é crime pedir. Importunação pública, no entanto, tem tipificação legal. O caso é complexo.

A jornalista e apresentadora Márcia Kapps – um dos corações mais generosos da cidade, depois de dezenas de reclamações, debateu a problemática social no Tangará 40 Graus, programa líder absoluto de audiência que comanda na TV Band. A repercussão não se fez esperar. A postagem que Kapps fez em sua página no Facebook, teve mais de 300 curtidas, dezenas de compartilhamentos e uma avalanche de comentários e relatos de internautas vítimas de assedio por parte dos toxicodependentes que se aglomeram próximos a porta de acesso ao Bradesco.

Um dos depoimentos é do jornalista Alexandre Rolin, diretor e editor do site Tangará em Foco. “Passei por um momento tenso há algum tempo. Os andarilhos queriam que eu pagasse para eles ‘cuidar’ da moto enquanto eu estava no mercado. Eu me recusei e fui ameaçado por eles. Complicado, eles estão por todos os lados, nas praças, em frente aos bancos, aos mercados, etc. São pessoas doentes e precisam de tratamento”.

“Depois de terem ameaçado a mim e minha mãe, deixo o carro bem longe e vou a pé. Minha mãe tem quase 70 anos e precisa passar por isso”, escreveu Marcia Viviane Reichert.

Camila Macena reportou que sua mãe usa muletas e “tem dificuldade de entrar rápido no carro, fomos ao banco e quando retornamos ao carro, dois vieram nos abordar pedindo dinheiro, um estava com duas muletas e disse que precisava mais que ela que usava só uma. Foi de dar medo! A gente se sente totalmente vulnerável”.

O que fazer e como fazer para devolver paz, tranquilidade e segurança as milhares de pessoas que circulam diariamente por aquela via, acessam o Bradesco e as casas comerciais próximas a praça da Bíblia, somente as autoridades sabem. A população apenas cobra providências.

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