Sérgio Moro se comporta como sindicalista da Polícia Federal; se for preso, terá carcereiros amigos!

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Sergio Moro em momento de cordialidade com o senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin e Michel Temer. Foto: reprodução/internet

Eta, mundo cão! Três anos de Lava Jato e a institucionalidade foi para o brejo. Apertem os cintos! A corrida rumo ao abismo está apenas no começo. Eis aí o desastre patrocinado pelos deuses de Curitiba. Se a proposta era combater a corrupção e recuperar ativos roubados da pátria, chegou a hora de se fazer mea-culpa e remodelar a estratégia. O fracasso foi retumbante!

Ah, não? Então, você precisa saber como vivem Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Sérgio Machado, entre tantos outros que foram premiados com a impunidade. Precisa também saber que destino tiveram os multimilionários empreiteiros que corromperam agentes políticos e roubaram bilhões dos cofres públicos.

Para encurtar a conversa, tente descobrir em qual presidio se encontra trancafiado Silval Barbosa, o mão ligeira que teria desviado mais de R$ 1 bilhão dos cofres do Estado. Se você não sabe, o barão da corrupção de Mato Grosso esteve preso enquanto estava sendo processado pela juíza Selma Arruda, da Sétima Vara. Fez acordo de delação com Janot, foi premiado com a impunidade e posto em liberdade pelo ministro Fux, do STF. A gangue de Barbosa está livre das grades.

Volto ao juiz Sérgio Moro.

O magistrado midiático foi a São Paulo, na última terça-feira, buscar o prêmio Brasileiros do Ano 2017, oferecido pela Revista IstoÉ. O presidente Michel Temer, ministros de estado, empresários e políticos compareceram ao evento e muitos foram homenageados.

Em sua inapropriada fala, Moro cobrou mais recursos para a Polícia Federal. Um juiz que usa a toga para fazer lobby em favor de uma instituição que se quer pertence ao judiciário não merece ser levado a sério. Moro foi além da presepada verbal. Cobrou de Temer que convença os ministros do STF a garantir prisão para condenados em segunda instância – ferva-se o Artigo 5º, LVII da CF/88.

Ora, se os ministros do STF são influenciáveis pelo chefe do executivo, Moro evidencia ser guiado pelo barulho das ruas. Nas duas hipóteses, a miséria institucional é evidente.

A Polícia Federal tem suas entidades de classes para defender seus interesses corporativos. O ativismo político ou a atuação típica de sindicalista encampada por Sérgio Moro só tem uma justificativa. O magistrado antevê tempos difíceis. Paparicar e afagar o ego de possíveis carcereiros pode ser uma estratégia inteligente – desonesta, é verdade!

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