UFMT faz o jogo sujo do cartel de medicina e muda regra do revalida para garantir reserva de mercado

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UFMT cria obstáculos para reconhecer diploma de médicos formados no exterior; enquanto isso, o cartel da medicina mantém mercado cativo e lucro seguro (Foto: reprodução/internet)

A diretora da faculdade de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), bióloga Bianca Borsatto Galera, por mero corporativismo, já que é esposa de um membro do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM), resolveu mudar aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, as regras do processo de revalidação de diploma de médicos formados no exterior.

A coisa é tal forma despropositada e contrária a lei que surpreendeu até mesmo calouros do curso de direito da própria UFMT. A bióloga Bianca deve entender muito da vida animal, porém desconhece o significado da expressão segurança jurídica. Não sabe a doutora que edital é lei e lei não se muda casuisticamente.

O pomo da discórdia – a Faculdade de Medicina da UFMT publicou edital em 2016 estabelecendo os critérios e parâmetros adotados pela instituição para revalidar o diploma de médicos formados no exterior, por meio de complementação de estudos – atualização médica.

Segundo informações repassadas ao blog, mais de 800 médicos formados em respeitadas universidades do exterior aceitaram as regras do edital para se submeterem ao processo de revalidação de seus diplomas. Eis, que sem aviso prévio e no apagar das luzes de 2017, mudou por completo as regras anteriormente estabelecidas.

Isso significa que todo o trabalho acadêmico já realizado, como estágios, participação em congresso, provas concluídas, não terão nenhuma utilidade. Os bacharéis em medicina, segundo o novo edital, terão que pagar uma espoliante taxa de 800 reais para participar de uma prova que será aplicada no próximo dia 18 de fevereiro. E pasmem! Sequer foi divulgado o conteúdo prático do que será exigido na avaliação teórica. A ordem implícita é reprovar, preservar o mercado da doença e dificultar ao extremo o acesso no mercado de trabalho de algo em torno de mil novos profissionais por ano. A doença dá lucro!

O drama dos jovens brasileiros, que por razões diversas, deixaram sua pátria, seus familiares e foram cursar medicina na Itália, Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai e em outros países, não pode ser ignorado pelas autoridades. O que a UFMT está fazendo com esses médicos é um escândalo. Este blog abraça esta causa – nobre, por sinal – e promete não baixar a guarda até que esses profissionais brasileiros tenham o devido respeito das autoridades, que ainda valorizam a educação e a formação superior de seus jovens.

NR – No próximo post, a advogada Taiza Borges Bernardes fala da batalha jurídica que trava na justiça para garantir o direito ao exercício da profissão dos brasileiros formados em medicina no exterior.

19 COMENTÁRIOS

  1. Olá boa tarde!
    Obrigado pelo apoio Edesio Adorno, uma injustiça sem tamanho essa mudança que fizeram! Sou um dos médicos sofrendo com essa mudança! Abraços e obg 👍

  2. Espero que esse erro seja sanado, muitas famílias estão pagando pela inobservância da lei. UFMT cumpra o edital pelo qual os médicos formados no exterior se inscreveram.

    • Aí tem rolo e dos grande olha soma 800 médicos pagaram 65 mil reais somando da 52,000.00 milhões acorda alunos vcs estudaram mais continuão burros .. aí sai essa de ter que pagar para uma nova prova 800 alunos . E valor 800 reais somando 640.00 mil rais , acorda pessual com este valor gente vcs manda matar a tal doutora os juízes e ainda sobra dinheiro acorda isso aí tem mais que médicos envolvidos tem polícia federal deputados olha lá se o temer não tá pegando uma pontinha

  3. Quero compartilhar uma situação que esta sucedendo atualmente e afetando mais de 700 famílias de MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR :

    A UFMT abriu seu edital 2016 para os medicos que desejavam fazer suas complementações do estudo ( atualização medica).
    Após mais de 800 médicos terem se juntado a este método para revalidar o diploma médico, a UFMT decidiu esperar ate que a complementação acabasse por completo em dezembro de 2017 para implantar um NOVO EDITAL sobre o que ja tínhamos assinado.
    Com isso mudando todas as regras e requerimentos agora com este novo edital todo o trabalho que nós médicos PAGAMOS para realizar, todos os estágios, provas,congressos etc….
    serão basicamente deletadas….apagadas…. e teremos q fazer uma prova sobre o conteúdo de TODA A MEDICINA agora em 18/02, menos de 60 dias para estudar temas de Especialistas!
    Muitos de nos poderá perder mais de 100mil reais com isso. Deixaram suas famílias atrás por 1 ano. Trabalharam horas e horas para complementar…. e a Dra Bianca, Diretora de Medicina da UFMT decide mudar o edital no último segundo.

    Isso é justo?
    Cade a justiça do Brasil?
    Existe?
    Queremos que a população nos ouçam ….
    queremos JUSTIÇA!!!!

    NOS AJUDEM POR FAVOR!!!!

    att: Médicos formados no exterior

  4. Que os juízes de mato Grosso não se corrompa pelo “poder” político que a ufmt tem no estado, e que der favorável aos médicos complementandos do edital de 2016 e 2017, sensação de desproteção total.

  5. Realmente um absurdo que estão fazendo conosco!
    Nos inscrevemos por um edital no qual não citava um exame para todos!
    Após termos cumpridos todas as exigências da ufmt da ufmt para equipararmos aos estudantes daqui.

  6. Não se pode negar a insegurança jurídica gerada nesse caso, é como entrar num jogo com regras claras e explícitas, e, ao final dele, mudam-se as regras de forma que tudo que se pontuou antes não tivesse valor nenhum. Infelizmente, no caso, não se trata de um jogo, mas de mais de 800 pessoas, imaginem quantas famílias, quantos sacrifícios não foram despendidos para isso. A justiça quer exigir uma prova, tudo bem, que seja exigida, mas com relação aos editais a partir dessa decisão, e não para aquele que já está chegando ao fim, pois assim é uma medida de verdadeira crueldade.

  7. Só queremos o nossos direitos garantidos. nos escrevemos no edital 2016 cumprimos com o que a UFMT exige de nós para esse processo. E agora ela quer mudar, parece que só temos deveres para com a UFMT e direitos, nao. nós fizemos o nosso dever. falta agora a UFMT cumprir com o dever dela, que é cumprir com nosso edital 2016 e nao mudar as regras quando ela bem entende.

  8. Inegável que exista reserva de mercado por parte de qualquer profissão elitista. Falar sobre isso é chover no molhado, tem que ser combatido.Agora esses “profissionais” que estão se formando com a carga horária curricular médica muito inferior ao mínimo de horas ,exigidas pelas universidades brasileiras devem ser investigados,muitos se formam fora do brasil não sabem nem fazer um curativo simples . quer trabalhar no Brasil regra brasileira achou ruim fique no país que se formou, medicina é pra salvar vidas com responsabilidade e não pra satisfazer seu ego de usar jalequinho e tirar foto no Instagram.

  9. A entrada de médicos formados no exterior deve sim ser dificultada, ou melhor, sendo um processo mais rígido. Pois a qualidade de algumas universidades no exterior é questionável. Assim sendo, para médicos formados aqui, também deveria haver uma prova ao final da faculdade para a obtenção do CRM.

  10. Quem escreveu esse texto com ctz tem algum parente formado no exterior, em alguma “renomada” universidade… minha dúvida é se a pessoa q escreveu o texto demonstrou tamanha revolta qdo o governo petista, arbitrariamente, passou por cima da lei e trouxe médicos “cubanos” sem revalidação pra trabalhar no mais médicos (manobra q não melhorou em absolutamente nada a situação da saúde no país, inclusive nas regiões mais distantes…). Não acho q a UFMT possa “mudar a regra do jogo” de uma hora para outra. Um erro não justifica o outro. Mas sacanagem por sacanagem, o que o governo petista tem feito com os médicos brasileiros, formados no Brasil, com todas as dificuldades que existem, há mais de 10 anos, eh um absurdo sem tamanho! E não vi a sociedade se mobilizar para defender tal classe (que, brm ou mal, tem seu grau de importância e merece seu valor). Alguém, em algum momento, tem q começar a chamar a atenção pra o outro lado tbm…

  11. Digo sim aos médicos formados no exterior por vários motivos, um deles é que tiveram ensino igualitário ou até melhor que há no Brasil, foram para o exterior para livrar de pesados impostos e grandes cartéis formado pelo o egoísmo elevado de pessoas que não pensa no bem da população. Depois de 6 anos de estudos e mais 1 ano de complementação no Brasil com aulas práticas e teóricas sem dúvidas esses soldados estão pronto para a guerra. Autoridades competentes se mobilizem e veja o óbvio.

  12. Digo sim aos médicos formados no exterior por vários motivos, um deles é que tiveram ensino igualitário ou até melhor que há no Brasil, foram para o exterior para livrar de pesados impostos e grandes cartéis formado pelo o egoísmo elevado de pessoas que não pensa no bem da população. Depois de 6 anos de estudos e mais 1 ano de complementação no Brasil com aulas práticas e teóricas sem dúvidas esses soldados estão pronto para a guerra. Autoridades competentes se mobilizem e vejam o óbvio.

  13. Ensino superior sem vestibular para seleção? Acordem os Estados Unidos tem uma população maior que a nossa contudo lá existe menos vagas de medicina que no Brasil, porque a saúde de lá e melhor que a nossa??????? Porque médico em excesso não é sinônimo de saúde pode colocar um posto de saúde em cada esquina do país com um médico passando vermifugo pras crianças, enquanto não tiver tratamento de esgoto vai continuar tendo verminose, nossa falta de saúde aqui não é falta de médico!!!!! É falta de estrutura, emprego, alimentação saudável e saneamento básico

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