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COLUNISTAS Sexta-feira, 05 de Junho de 2020, 09:16 - A | A

05 de Junho de 2020, 09h:16 - A | A

COLUNISTAS / Haron Alvares

Antes Cloroquina do que Tubaína!



Na edição desta quinta-feira (04.06) o JN foi obrigado a publicar uma retratação de autoria da OMS sobre a proibição do uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina em tratamento de doentes acometidos pela Covid-19.   Segundo o sengor Thedros Adanon, presidente da Organizacao Mundial da Saúde, o estudo referente aos prejuízos do uso do medicamento publicados pela revista The Lancet, estavam incompletos e sofreram fraudes.  

Em outras palavras, a OMS preconizou que pacientes no Brasil e no mundo poderiam morrer sem que tivessem o direito de ao menos tentar o tratamento com a medicação. Por outro lado, líderes de todas as esferas utilizaram a hidroxicloroquina em si próprios quando acometidos pelo Coronavirus, curioso não é?  

Curioso mesmo é a OMS determinar o fim dos estudos da Cloroquina/Hidroxicloroquina, que não há patente de laboratório, após declarações de Donald Trump e Jair Bolsonaro, afirmando um que faz profilaxia e outro que o Exército Brasileiro poderá produzir e distribuir de forma segura e com preços ínfimo aos laboratórios comerciais.  

De certo modo, o que move o vírus é o dinheiro, óbvio, e a histeria coletiva ao lidar com desconhecido abriu espaço para que globalizassem o problema, ignorando características regionais.    

Pandemenizar o combate, é tão idiota e ineficaz que sequer merece o esforço de uma retórica favorável; a afirmativa de um tratamento globalista para a Covid-19, bem como o estudo do The Lancet, carece de credibilidade no meio científico e perante ao cidadão comum.   Aristóteles afirmava que se você tem um grande problema, deve subdividi-lo para ataca-lo com mais poder as suas células menores e setorizadas.

Esse método é razoavelmente aplicável, devido as particularidades do vírus e seu comportamento em diferentes regiões e climas. Para ilustrar como o filósofo estava certo em seus ensinamentos, o Estado de Mato Grosso, com seus diferentes biomas é a unidade da Federação com o menor índice de contágio, e a menor taxa de ocupação de leitos Covid do Brasil, chegando a algo em torno de 8%. Talvez o clima quente tenha colaborado.  

Biomas a parte, a cloroquina/hidroxicloroquina, apresentou bons resultados em pesquisas realizadas pela rede Prevent Sênior e Hospital Israelita Albert Einstein quando associadas a antibióticos, sendo esta a solução regional mais barata e até agora a única que  apresenta potencialidade no tratamento.  

Fica o questionamento, no caso de você ser infectado pelo Covid-19, vai solicitar o tratamento com base na cloroquina ou vai recusar com base nas alegações do jornalismo JN e Thedros Adanon?

Haron Alvares é jornalista e assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Diamantino 

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