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POLÍTICA Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021, 17:54 - A | A

20 de Janeiro de 2021, 17h:54 - A | A

POLÍTICA / DIAMANTINO

As enfermeiras Eliete e Mary e o médico Ilton José foram os primeiros a receber o imunizante contra covid-19

Haron Alvares
Ascom - Prefeitura de Diamantino



As enfermeiras Eliete Miqueloti e Mary Albernaz Regis e o médico obstetra Ilton José Saragiotto, foram às três primeiras pessoas a receber a imunização contra a Covid-19 em Diamantino. As doses da vacina foram aplicadas na manhã desta quarta-feira (20.01) no ESF Central.

O momento tão aguardado foi acompanhado pelo prefeito municipal e também médico, Manoel Loureiro Neto (MDB) e pela secretária municipal de saúde, Marinêze Araújo Meira, que explicou a escolha dos profissionais para o ato simbólico.

“Como nós estamos recebendo as vacinas por etapas, vamos priorizar os grupos de acordo com orientações do Ministério da Saúde, então a princípio começamos com os trabalhadores da saúde, que trabalham na linha de frente de atendimento ao público, pois precisamos manter nossos profissionais saudáveis, logo a escolha pela Mary, Eliete e pelo Dr. Ilton”, disse. “Posteriormente vamos dar sequência na imunização dos idosos institucionalizados, população indígena que resida em área indígena, e por fim a imunização por faixa etária e grupos de risco”, finaliza Marinêze.

O prefeito municipal e médico Dr Manoel Loureiro Neto (MDB) comemorou o início da campanha de imunização e explicou que o imunizante produzido pela Sinovac faz-se necessária a aplicação de duas doses do composto para que haja eficácia e pontuou a necessidade de que a população mesmo que imunizada mantenha os hábitos de distanciamento e práticas de higiene.

“Temos aqui um avanço muito grande, mas é necessário que deixemos claro que a vacina não substitui os cuidados com o distanciamento social, higienização das mãos com água e sabão e também o uso de máscaras” pontua. “A partir da aplicação da primeira dose há um prazo de aproximadamente 20 dias para a viragem sorológica, que é o tempo para que o imunizado produza defesa contra o vírus, significando que vocês estarão protegidos de desenvolver a forma grave da doença ausentando as chances de óbito pelo comprometimento do sistema respiratório”, explica. “Então, ainda que recebendo a imunização teremos que manter o os cuidados com a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão, utilizando o álcool gel 70% e mantendo o distanciamento social para que retornemos paulatinamente as nossas atividades”, conclui o gestor.

Instantes após receber a primeira dose da “Coronavac” o médico obstetra Ilton José Saragiotto de 54 anos deu seu depoimento sobre ser um dos primeiros a receber a vacina e pediu cautela sobre a divulgação de informações inverídicas sobre o imunizante.

“A vacina é praticamente indolor, já temos segurança suficiente para saber que a vacina não oferece riscos, então não dissemine informações que não sejam verdadeiras”, disse. “É lógico que temos a opção de não tomar, mas é necessário que saibamos que essa é uma atitude que vai além de nós, pois precisamos proteger as outras pessoas” acrescenta.

Dr Ilton ainda falou sobre a desnecessidade de uma corrida da população pela vacina destacando que os grupos prioritários serão imunizados seguindo recomendações do Ministério da Saúde.

“Não adianta nesse momento nenhum tipo de correria, existe uma preconização para a imunização dos grupos preferências, que são aqueles que têm um maior risco de ir a óbito e esse grupo inicial é composto agora pelos profissionais da saúde, aqueles que moram em asilos institucionalizados e pessoas com mais de 80 anos” afirma.  “Então vai levar um tempo, mesmo o Brasil dominando totalmente a vacinação com uma dinâmica de distribuição de doses pra que tenhamos a disponibilidade desse composto para todas as pessoas, no entanto é importante salientar que vacinando esses grupos você tem uma diminuição dos casos graves, já está diminuindo a evolução dos óbitos” pontua.

“Vamos ter uma comunicação maciça, vamos ter o chamamento no tempo certo, não adianta agora uma correria para dentro das unidades de saúde”, finalizou o Dr Ilton.

O imunizante produzido pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantã chegou à Diamantino na tarde de ontem, transportado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) e foram contabilizadas 353 doses do composto que irá contemplar neste primeiro momento 176 pessoas, obedecendo o Plano Municipal de Vacinação contra a Covid-19 que contemplará os profissionais da saúde, idosos institucionalizados, população indígena residente em área indígena reconhecida e idosos com mais de 80 anos.

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