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POLÍTICA Terça-feira, 22 de Dezembro de 2020, 21:13 - A | A

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2020, 21h:13 - A | A

JUDICIÁRIO SELETIVO

Presidente do STJ confirma que o crime compensa e concede prisão domiciliar a Marcelo Crivella

Ministro Humberto Martins premia corrupto com prisão em apartamento de luxo e desencadeia onda de protesto nas redes sociais

Edésio Adorno
Tangará da Serra

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, acatou os argumentos da defesa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que foi preso e afastado de suas funções na manhã desta terça-feira, sob a acusação de liderar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 52 milhões dos cofres públicos.

Na decisão liminar, com sabor de panetone e aparência de presente de natal, o togado substituiu a prisão preventiva de Crivella pela prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Para simular respeito a decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que decretou a prisão do larápio e parte de seu bando, Humberto Martins  impos restrições inocuas ao prefeito defenestrado: está proibido de manter contato com terceiros, terá que entregar seus telefones, computadores e tablets às autoridades, está proibido de sair de casa sem autorização e proibido de usar telefones. Pura enganação!

Logo pela manhã, uma pergunta circulou nas redes sociais: Crivella passaria o Natal atrás das grades? Venceu quem apostou na impunidade e na leniência de magistrados amigos para com o prefeito protegido por poderosas figuras da República e da igreja de Edir Macedo. 

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