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POLÍTICA Terça-feira, 30 de Junho de 2020, 11:20 - A | A

30 de Junho de 2020, 11h:20 - A | A

POLÍTICA / BARRA DO GARÇAS

Beto Farias: mistificador ou ilusionista de tolo? Culpar Bolsonaro por mortes de indígenas é fraude intelectual.

EDÉSIO ADORNO



O Jornal Nacional da TV Globo escancarou para o Brasil e o mundo, na noite de ontem (29), a situação de descaso a que estão submetidas as populações indígenas. A reportagem mostrou que a covid-19 avança nas aldeias e, até o momento, já deixou um rastro fúnebre de 25 mortes. Lideranças da Terra Indigena (TI) São Marcos pedem socorro e temem que a população seja ‘dizimada’.  

O Ministério Público Federal (MPF) atua firme na cobrança emergencial de políticas sanitárias para deter a propagação do coronavírus. É preciso garantir assistência médica aos doentes. Distribuir álcool em gel, panfletos de orientação, mascaras de proteção facial são medidas importantes, porém inócuas se não acompanhadas de outras medidas mais eficazes. Nesse sentido, o prefeito de Barra do Garças, Beto Farias tem sido um formidável exemplo de negligência.

Mesmo com os cofres abarrotados de dinheiro liberado pelo Governos Federal e Estadual, Farias não consegue cumprir sua obrigação elementar. Ele trata as populações indígenas como se elas não fossem parte integrante de Barra do Garças. O preconceito é visível. Os indígenas são cidadãos, eleitores, interagem com a sociedade barra-garcense e injetam recursos na economia local. Tratá-los como ‘alienígenas’ é pura irresponsabilidade.  

Pedido de socorro ao MPF  

No dia 22 de junho, o cacique Vanderlei Barure Wadi Wadzereprowe, da Aldeia Nossa Senhora de Guadalupe TI e o Secretário Executivo da Federação dos Povos indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), Lucio Wa Ante Terowa, enviaram um ofício ao MPF relatando o medo que sentem com o avanço da covid-19 nas aldeias, denunciaram que suas comunidades estariam expostas aos riscos de contágio com a doença.  

No documento, Vanderlei e Lúcio foram enfáticos ao denunciar falta de ação efetiva da prefeitura de Barra do Garças na adoção de medidas de prevenção ao alastramento da covid-19 nos territórios indígenas. Eles cobraram do MPF que fosse determinado ao prefeito Beto Farias adotar medidas em caráter de urgência de combate ao coronavírus dentro das aldeias. “Não somos vistos como pessoa! Salve o nosso povo! Estamos todos morrendo! Não queremos privilégios, queremos respeito”, escreveram os caciques.  

A culpa é de Bolsonaro  

Depois que a Globo mostrou a dramática situação imposta pelo coronavírus as populações indígenas, o prefeito Beto Farias chamou seus sequazes para construir uma narrativa de modo a mitigar os efeitos da notícia sobre sua gestão. Os cérebros iluminados não poderiam ter uma ideia mais genial. A saída construída pelos áulicos de Beto foi “cobrar apoio do Governo Federal para atender xavantes afetados com covid-19”. Um verdadeiro strip-tease midiático.            

Ora, bolas!

Se mesmo com a montanha de dinheiro liberada pelo Governo Federal, o prefeito Beto não consegue montar uma barreira sanitária nos pontos de acesso as comunidades indígenas, não consegue sanitizar as aldeias, não consegue promover ações de combate e de prevenção a propagação do vírus e precisa do Exército Brasileiro para realizar essas ações. Então, o mais prudente é que atravesse as Pontes dos rios Araguaia e Garças e entregue as chaves da cidade e a cadeira de prefeito para o comandante do 58º Batalhão de Infantaria Motorizado.  

Terceirizar para o Governo Federal uma obrigação que é totalmente sua cuida-se de uma ação mistificadora, própria de um ilusionista de tolo ou de um gestor que faz da trapaça, da fraude intelectual um método de governo.  

Beto Farias precisa ouvir o recado do diretor de emergência da OMS, Mike Ryan, que recomendou a todos os cidadãos e políticos que olhem no espelho e respondam o que estão fazendo para combater a covid-19. O que Farias está fazendo para combater o coronavírus nas aldeias? Alguém vai mostrar um espelho para o prefeito de Barra do Garças?      

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José carlos 30/06/2020

Que tipo de matéria é está? Sem nenhuma preocupação com a verdade, porque não informa que a responsabilidade pela saúde indígena é do DSEI? A função do jornalista é informar, contudo, neste caso fica claro que o único intuito é denegrir, podendo nos fazer acreditar, inclusive, que está matéria tem cunho eleitoreiro, quiçá, poderia ser até patrocinada por alguém.

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