Segunda-feira, 24 de Junho de 2024

COLUNISTAS Sábado, 02 de Maio de 2020, 22:23 - A | A

02 de Maio de 2020, 22h:23 - A | A

COLUNISTAS / edesio adorno

Patrocinar o impeachment de Bolsonaro é um crime tão grave quanto atacar o Congresso e o STF



Defender o retorno do AI-5, o fechamento do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) é um crime grave tipificado na Lei de Segurança Nacional (Lei Nº 7.170/83). Sou radicalmente contra os malucos que defendem essa estultice no particular ou em manifestações públicas.  

O Legislativo e o Judiciário, ao lado do Executivo, formam o tripé de sustentação do Estado Democrático de direito e seus corolários naturais, como direitos sociais e garantias individuais e coletivas.  

Juristas, sábios de plantão, cientistas sociais e afamados ‘analistas políticos’ são unanimes em repudiar atos de afronta as instituições, mas se acovardam de forma vil e torpe quando se calam e se acumpliciam diante a movimentos sorrateiros de ultraje a expressão maior das democracias, que é a soberania do voto popular.  

O respeito que devotamos ao STF e ao Congresso não pode ser suicida. Aceitar passivamente a articulação para derrubar Jair Bolsonaro da presidência da República é o mesmo que admitir que os poderosos possam desqualificar nosso voto, revogar seus efeitos e subestimar o resultados das urnas.  

O respeito as instituições é devido, mas na democracia nenhuma instituição é superior a maior delas – a soberania do povo, que é exercida por meio do voto. Não apoiar tudo que Bolsonaro fala ou faz, criticá-lo e exigir dele mais empenho e empatia no combate ao coronavírus é um direito de cada um e de todos os cidadãos.

Sou um desses cidadãos que mais cobram e criticam do que elogiam. Daí a pretender derrubar o presidente para a satisfação de setores da imprensa, de empresários malandros e de políticos acostumados a se fartar no cocho da República vai uma diferença abissal.

Sou crítico de Bolsonaro, mas defendo que ele exerça seu mandato até o fim e tente a reeleição. Aí, sim, em outubro de 2022, ele pode ser reeleito ou impeachmentmado pelas urnas. Fora disso, é golpe baixo!

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