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POLÍTICA Sexta-feira, 01 de Maio de 2020, 00:08 - A | A

01 de Maio de 2020, 00h:08 - A | A

POLÍTICA / ARIPUANÃ

Presidente da Câmara de Vereadores nega perseguição e diz que Canarinho é mentiroso compulsivo

EDÉSIO ADORNO
Cuiabá



As muitas presepadas do prefeito de Aripuanã, Jonas Canarinho (PSL), corroeram sua credibilidade e transformaram em farelo sua reputação para boa parte da população. Pesquisas para consumo interno contratadas por partidos políticos colocam Canarinho entre os prefeitos mais rejeitados de Mato Grosso.  

O percentual de desaprovação ao seu estilo fanfarrão de governar é superior a 70%. Na raiz de tamanho descredito, a explicação seria porque Canarinho promete demais e trabalha de menos. Ou porque seria, conforme afirmou o presidente da Câmara de Vereadores, Irani Rodrigues dos Santos, “um mentiroso compulsivo”. Fica a dúvida.  

Vereador desmonta falácia de Jonas

Em entrevista a uma emissora de Rádio da cidade, o presidente do Legislativo Municipal, vereador Irani Rodrigues, confirmou o que este site já havia antecipado com exclusividade sobre a cortina de fumaça que o prefeito Jonas Canarinho havia construído sobre as repetidas derrotas que sofreu na justiça para ludibriar a opinião pública.  

Em mensagens de vídeo e de áudio, Canarinho espalhou nas redes sociais uma grotesca fake news com a falsa informação de que a desembargadora Maria Erotides Kneip havia determinado a suspensão da Comissão Processante por causa da pandemia do coronavírus. Nada mais falso.  

Soberania do Legislativo

Em sua entrevista, Irani citou o trecho da decisão do juiz de direito Fábio Petengil que diz “não há sentido algum em se invocar decretos legislativos federais e/ou de âmbito estadual/municipal abrangendo a Administração Pública exclusivamente, para se sustentar uma tese de intervenção do Poder Judiciário no Legislativo Municipal, a fim de disciplinar a forma como devem se processar sessões legislativas”.

O magistrado entende que a “Câmara é o soberano juiz da conveniência e da utilidade das regras que ela julga indispensáveis à regularidade do seu funcionamento”.  

Deslealdade processual  

Fábio Petengil.jpg

 

Quando da apreciação do 1º Mandado de Segurança impetrado por Jonas Canarinho, o juiz de direito Fábio Petengill concedeu liminar para garantir seu retorno ao cargo de prefeito. Mas indeferiu o pedido de suspensão dos trabalhos investigativos da Câmara de Vereadores.

“Rejeito o pedido de suspensão do processo investigatório iniciado na Câmara Municipal, bem como o pedido de suspensão da comissão processante lá instaurada”, escreveu o magistrado.  

Dessa decisão que negou suspender o funcionamento da comissão processante, Jonas Canarinho recorreu ao Tribunal de Justiça e levou pau da desembargadora Maria Erotides.

Insatisfeito e preocupado com o funcionamento da CPI, Jonas refez o mesmo pedido ao juiz Fábio Petengill, que mais uma se negou a intervir no funcionamento do Legislativo.  

Jonas Canarinho.JPG

 

Mesmo sofrendo duas derrotas seguidas, Canarinho foi a imprensa mistificar e contar lorota. Teve o desplante de dizer que a magistrada Maria Erotides “deu um gelo na CPI por causa da pandemia do coronavírus”. Claro, era mais um fake news, uma invencione da mente delirante de Jonas.

Não existe perseguição  

O vereador presidente da Câmara fez questão de assinalar, em sua entrevista, que os vereadores sempre aprovaram todos os projetos de interesse do Executivo e que não existe a menor perseguição ao prefeito Jonas.

“Se ele não deve nada não precisa ficar nervoso e nem xingar os vereadores. Nosso papel é fiscalizar e investigar. Não podemos nos omitir e nem prevaricar”, afirmou Irani.

Ouça o áudio da entrevista do vereador Irani Rodrigues

          

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