Da Redação
Blog Edição MT
Paula Boaventura, advogada e atual esposa do ruralista e pré-candidato ao Senado, Antonio Galvan, publicou um vídeo em sua conta no Instagram para tecer críticas à deputada estadual Janaina Riva, apontada por pesquisas como favorita para conquistar uma das duas cadeiras em disputa nas próximas eleições.
Fazendo o jogo político do marido, Paula recorre a uma argumentação que se mostra frágil. Em sua fala, afirma não apoiar Janaina por ela ser “queridinha do ministro Gilmar Mendes”. É fato que a deputada mantém relação institucional com o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e, muito provavelmente, com outros ministros da Corte.
Estranho seria um parlamentar enclausurado em si mesmo, incapaz de dialogar com autoridades e instituições do país.
Em sua buliçosa tentativa de desconstruir a candidatura de Janaina ao Senado — talvez na suposição de que isso facilitaria a vida eleitoral do esposo — Paula Boaventura parece ignorar um detalhe relevante: o ex-presidente Jair Bolsonaro também mantém relação cordial com Gilmar Mendes.
Prova disso foi sua presença em Diamantino, terra natal do ministro, para hipotecar apoio à candidatura de Chico Mendes, irmão de Gilmar, à prefeitura do município.
Na ocasião, Paula não fez qualquer crítica ao gesto de Bolsonaro. Pelo contrário, setores da direita mais radical embarcaram na campanha de Chico Mendes em clara sintonia com o ex-presidente.
Paula Boaventura tem todo o direito — e até o dever moral — de apoiar Antonio Galvan em seu projeto político.
No entanto, considerando que estão em disputa duas vagas ao Senado, optar por não apoiar uma mulher para a segunda cadeira e ainda direcionar críticas a ela soa, no mínimo, contraditório.
Algo típico de quem parece enxergar na política apenas mais uma boa aventura.








