Da Redação
A Bronca Popular
A estupidez humana tem uma estranha vocação para se superar. Quando imaginamos ter atingido o limite do absurdo, alguém aparece disposto a provar que sempre é possível ir além.
A história está repleta de guerras travadas sob discursos moralistas, promessas de libertação e supostas cruzadas em defesa da segurança. Ainda assim, insistimos em repetir o roteiro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encarna esse ciclo perigoso.
Falar em guerra contra o Irã sob o argumento de derrubar o regime dos aiatolás para proteger o povo americano soa como déjà-vu geopolítico. A retórica da “segurança” costuma servir mais à demonstração de força e vaidade política do que à paz duradoura.
Não se trata de defender regimes autoritários, mas de reconhecer que conflitos armados raramente produzem democracia ou estabilidade. Produzem mortes, instabilidade regional e ressentimento histórico.
O mundo já assistiu a esse filme — e sabe como termina.
Ainda assim, há quem aplauda o discurso inflamado, como se bravatas fossem estratégia e beligerância fosse liderança. A cada nova ameaça de guerra, confirma-se a velha lição ignorada: o ser humano pouco aprende com os próprios erro










