Da Redação
A Bronca Popular
Imagem: colagem digital/ Edição: Abronca Popular
Levantamento realizado pela Bronca Popular, a partir de dados disponíveis no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis, revela uma sequência de despesas com diárias, passagens e inscrições em eventos que levantam questionamentos sobre a real necessidade e o impacto dessas viagens para a população.
De acordo com os registros oficiais, os vereadores Gringo, Drika, Wilian, Joaquim, Beito, Elias Barriga e Milton Soares receberam cinco diárias e meia para participação em curso de capacitação realizado em Brasília, entre os dias 20 e 23 de janeiro de 2026.
O valor da diária para deslocamentos fora do Estado é de R$ 1.162,15, o que resultou em R$ 6.391,83 pagos a cada vereador, totalizando R$ 44.742,81 apenas em diárias. Somam-se a esse valor R$ 10.430,00 em inscrições, elevando o custo do evento para R$ 55.172,81, sem considerar despesas com passagens aéreas.
Não satisfeitos, os vereadores Gringo e Drika emendaram a participação em outro evento, o Encontro Nacional de Gestores e Legislativo Municipal, realizado em Maceió (AL), entre 27 e 30 de janeiro de 2026.
No site da entidade promotora do evento, UVBBrasil, sequer existe informação detalhada sobre o tal encontro. O que fede não cheira bem. Os parlamentares que participram do evento no litoral de Maceió precisam mostrar o resto da tinta que foi usada para pintar a zebra.
Para essa nova viagem, foram desembolsados R$ 7.812,88 em passagens aéreas e R$ 3.188,00 em inscrições, totalizando R$ 11.000,88.
Paralelamente, a Câmara Municipal também autorizou a concessão de seis diárias e meia para quatro servidores, enviados para curso na cidade de Foz do Iguaçu (PR), entre 26 e 28 de janeiro de 2026. Cada funcionário recebeu R$ 6.043,12 em diárias, somando R$ 24.172,48. As despesas incluem ainda R$ 18.307,72 em passagens aéreas e R$ 17.604,00 em inscrições, alcançando um custo total de R$ 60.084,20.
Somadas apenas as despesas já identificadas, os gastos superam R$ 126 mil em menos de um mês, valor express explicativo considerando a realidade orçamentária do município e as demandas enfrentadas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
O episódio se torna ainda mais sensível diante do fato de que os mesmos vereadores aprovaram recentemente um auxílio-saúde mensal de R$ 1.000 para si próprios, benefício custeado com recursos públicos. A decisão contrasta com a realidade de grande parte da população, que enfrenta dificuldades no acesso a atendimento médico e depende de um sistema de saúde frequentemente sobrecarregado.
Embora viagens e capacitações sejam previstas na legislação, a recorrência, os valores envolvidos e a coincidência temporal com a aprovação de novos benefícios levantam questionamentos legítimos sobre critérios, prioridades e o uso responsável do dinheiro público.




Rodrigo Vargas 31/01/2026
Mais do mesmo que aconterce em Brasilia... a falta de coerencia se equipara...Só muda os CPF... foram escolhidos para fiscalizar e estar ao lado da pupulação, porém, na primeira oportunidade de se beneficiarem não hesitam... não pensam na população... legislam em causa e beneficio próprio.... Infelizmente a hipocrisia impera e população paga a conta e sofre os descasos.
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