Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

POLÍTICA Sábado, 10 de Janeiro de 2026, 10:44 - A | A

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POLÍTICA / JOGO DUPLO

Coronel Assis trai Mendes e dá “abraço de tamanduá” em Wellington Fagundes

Deputado deve migrar para o PL sem abrir mão da dobradinha com os irmãos Campos em Várzea Grande

Da Redação
A Bronca Popular



O coronel Jonildo José de Assis assumiu o comando-geral da Polícia Militar de Mato Grosso em 10 de janeiro de 2019, nomeado pelo então governador Mauro Mendes. Ele permaneceu à frente da instituição até abril de 2022, quando deixou o cargo para construir sua candidatura à Câmara dos Deputados, estimulado pelo próprio governador.    

Nos bastidores, Assis teria começado a montar sua base política ainda dentro da corporação. Segundo relatos de aliados, um dos primeiros militares a quem ele teria recorrido em busca de apoio eleitoral foi o então tenente-coronel Dias, hoje vereador em Cuiabá, com quem teria se reunido no entorno do Comando-Geral da PM.

Dias mantinha proximidade com o Paiaguás, mas essa relação teria se desgastado quando suas expectativas de promoção ao posto de coronel não se concretizaram.    

Já no tabuleiro partidário, Assis passou a dar sinais claros de rompimento com o Palácio Paiaguás.

Ao anunciar que pretende se filiar ao PL, ele se afastou do grupo que o projetou politicamente.

No entorno do governador Mauro Mendes, esse movimento é tratado abertamente como uma traição. Interlocutores do governo avaliam que Assis rompeu um pacto de lealdade ao abandonar o aliado que lhe deu projeção e estrutura.    

Esse mesmo grupo político afirma que nada impede que Assis venha a repetir o gesto em relação ao senador Wellington Fagundes, hoje pré-candidato ao governo. Isso porque o deputado mantém há decadas relação de extrema proximidade com o senador Jayme Campos, que articula nos bastidores sua própria candidatura ao Paiaguás, em rota potencial de colisão com o projeto de Fagundes.    

Nesse ambiente, Assis passou a ser rotulado sem rodeios por aliados do governo como “traíra”, alguém que troca de lado conforme a conveniência política.

Essa fama, segundo o próprio núcleo do Palácio Paiaguás, tende a pesar contra ele na disputa pela reeleição à Câmara Federal, especialmente diante da possibilidade de surgir um nome forte do grupo governista, como o do atual secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, para disputar o mesmo espaço eleitoral.

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