Da Redação
A Bronca Popular
A tragédia registrada na Praça do Cruzeiro, em Brasília, tem responsável com nome, sobrenome e cargo: o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ao insistir na realização e no encerramento de um ato político em meio a fortes chuvas e instabilidade climática, o parlamentar expôs deliberadamente dezenas de pessoas às intempéries da natureza.
O resultado foi previsível e grave: um raio atingiu as proximidades do local e deixou 34 feridos.
Não se trata de fatalidade inevitável, mas de negligência política.
Alertas meteorológicos já indicavam risco, e a própria chuva impediu o encerramento do evento no horário previsto. Ainda assim, a mobilização foi mantida, ignorando princípios básicos de segurança coletiva. Pessoas que caminharam cerca de 240 quilômetros foram deixadas à mercê do tempo, sem plano eficaz de contingência.
A PRF havia alertado sobre riscos operacionais e de segurança, inclusive pela falta de comunicação oficial às autoridades. Nikolas Ferreira optou por desconsiderar avisos técnicos e priorizar o espetáculo político.
Quando um líder convoca, organiza e mantém pessoas em situação de risco, a responsabilidade é total e intransferível.
O raio pode ter sido natural — a imprudência, não.






