Da Redação
A Bronca Popular
O debate sobre o futuro de Mato Grosso foi rebaixado ao nível mais rasteiro da velha política. Wellington Fagundes e Jayme Campos não discutem ideias, projetos ou soluções: dividem cargos, como quem reparte espólio.
O acordo é indecente — pesquisas escolhem o cabeça de chapa e, como prêmio, a esposa do outro vira vice. Nepotismo travestido de estratégia.
Fagundes posa de bolsonarista, mas negocia sem pudor com Jayme, lulista de carteirinha e íntimo do Planalto. Ideologia nenhuma, só conveniência. Jayme, por sua vez, nem disfarça: admite o conchavo e confirma que decisões seguem sendo tomadas em mesas fechadas, longe do povo.
O Palácio Paiaguás vira moeda de troca, o eleitor vira figurante e Mato Grosso segue tratado como feudo de famílias políticas. Não é articulação: é afronta à democracia.





