Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026

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BISTURI / CONCHAVO ESPÚRIO

Jayme e Fagundes trocam democracia por conchavo familiar

Acordo de bastidor transforma o Palácio Paiaguás em moeda de troca, escancara o nepotismo e ignora o eleitor mato-grossense

Da Redação
A Bronca Popular



O debate sobre o futuro de Mato Grosso foi rebaixado ao nível mais rasteiro da velha política. Wellington Fagundes e Jayme Campos não discutem ideias, projetos ou soluções: dividem cargos, como quem reparte espólio.

O acordo é indecente — pesquisas escolhem o cabeça de chapa e, como prêmio, a esposa do outro vira vice. Nepotismo travestido de estratégia.

Fagundes posa de bolsonarista, mas negocia sem pudor com Jayme, lulista de carteirinha e íntimo do Planalto. Ideologia nenhuma, só conveniência. Jayme, por sua vez, nem disfarça: admite o conchavo e confirma que decisões seguem sendo tomadas em mesas fechadas, longe do povo.

O Palácio Paiaguás vira moeda de troca, o eleitor vira figurante e Mato Grosso segue tratado como feudo de famílias políticas. Não é articulação: é afronta à democracia.

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