Da Redação
A declaração do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, expôs mais do que uma divergência interna no PL: revelou a disputa real pelo rótulo da direita em Mato Grosso.
Ao contestar o presidente estadual do partido, Ananias Filho, Abilio foi cirúrgico ao rebater a tese de que o Republicanos seria de esquerda.
Para ele, a legenda do vice-governador Otaviano Pivetta ocupa o campo da centro-direita, ancorada em nomes como Tarcísio de Freitas e com tendência de alinhamento a Flávio Bolsonaro.
Mas se houve diplomacia com o Republicanos, o mesmo não se aplicou ao PSD.
Abilio rufou o sarrafo sem rodeios: classificou a sigla como de esquerda em Mato Grosso, por integrar a base do presidente Lula e ser liderada localmente pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Ao chamar o PSD de “camaleão político”, o prefeito escancarou o que considera oportunismo eleitoral: um partido que muda de discurso conforme a conveniência, sem compromisso com pautas conservadoras.
Nas eleições de 2018 e 2020, Carlos Fávaro abusou do mimetismo político. Vestiu-se de bolsonarista quando lhe foi conveniente e, assim como Pedro na narrativa bíblica, não esperou o galo cantar três vezes para negar Jair Bolsonaro, romper com seu então padrinho político, o governador Mauro Mendes, e correr para os braços de Lula, movido por evidente interesse pessoal. Esse comportamento é o que o prefeito Abílio Brunini classifica como puro “camaleonismo político”.



