Da Redação
Blog Edição MT
Foto: Reprodução/redes sociais.
Meme que circula nas redes sociais ironiza o apelido “Xaropinho” e tem sido amplamente compartilhado em grupos e perfis digitais, gerando comentários, reações e repercussão entre internautas.
O que deveria ser um espaço plural de informação e debate virou, na prática, um púlpito de exaltação política. A Rádio Rezende FM, concessão de serviço público em Nova Xavantina, tem sido utilizada como megafone de sustentação da gestão do prefeito João Bang, sob a condução ruidosa do radialista Jânio Gomes, o “Xaropinho”.
No ar, Xaropinho não informa: ataca. Não debate: rotula. Não apura: vocifera. Seus comentários seguem um roteiro previsível — a defesa incondicional do governo municipal e o ataque sistemático a qualquer voz dissonante. Tudo sem contraditório, sem direito de resposta e sem o mínimo compromisso com o equilíbrio que se espera de um veículo que opera por concessão pública.
A verborragia do radialista é inversamente proporcional à consistência de seus argumentos. Sobram adjetivos, faltam fatos. O microfone, em vez de instrumento de comunicação, virou escudo para agressões verbais e trincheira política, usada para constranger adversários do prefeito e criar narrativas convenientes à gestão.
Quando confrontado, Xaropinho adota o figurino de vítima incompreendida. O mesmo comunicador que distribui ataques diários se mostra incapaz de conviver com críticas. É a retórica do vale-tudo: fala-se o que quer, mas reclama-se quando alguém responde.
Mais grave que o personagem é o desvio de finalidade da emissora. Concessões públicas existem para servir à coletividade, garantir pluralidade de opiniões e promover informação de interesse social — não para funcionar como extensão informal do poder Executivo local. Rádio não é palanque. E radialista não é assessor de imprensa de governo.
Em Nova Xavantina, a credibilidade do Xaropinho se dissolve no próprio apelido que adotou: barulho excessivo, repetição cansativa e conteúdo indigesto. O resultado é um discurso marcado por ressentimento, agressividade e ausência de responsabilidade comunicacional.
A liberdade de expressão é pilar da democracia, mas não autoriza o uso abusivo de um bem público para promover interesses particulares ou políticos. O microfone amplia vozes — e também revela limites. No caso de Xaropinho, o limite ético parece ter ficado fora do ar.
O radialista Jânio Gomes, o Xaropinho, sem pudor nem escrúpulo, ataca adversários do gestor, fala asneira, destila peçonha reprimida, nega o direito de defesa às vítimas de sua verborragia e ainda tem a cara de pau de se fazer de vítima. O limite cínico e despudorado do Xaropinho é a ausência de limites.
Na cidade, Xaropinho tem a credibilidade de um radialista que se notabilizou pelo codinome de Xaropinho.
Não à toa, Xaropinho é um velho freguês da Justiça, onde responde a uma infinidade de processos por calúnia, injúria, difamação, entre outras lambanças radiofônicas. Um dia a fatura chega!



