Da Redação
A Bronca Popular
O senador Jayme Campos voltou ao centro das críticas — desta vez não por discurso ou projeto, mas por virar meme. Em grupos de WhatsApp e redes sociais, o cacique derrotado de Várzea Grande reaparece como caricatura da velha política: rabo de palha, telhado de vidro e um histórico que pesa mais que qualquer narrativa de vitimização.
Um vídeo que viralizou usa humor ácido para lembrar denúncias antigas acumuladas desde o período em que Jayme governou Mato Grosso (1991–1994). Na edição, o senador aparece pilotando um Boeing que, logo após a decolagem, entra em parafuso e some em meio à turbulência — metáfora direta de uma trajetória marcada por escândalos nunca devidamente explicados.
A legenda do vídeo lista acusações que somam cifras milionárias: superfaturamento de cerca de R$ 14 milhões no Hospital Central; desvio de verbas federais da Saúde, atualizado em R$ 36 milhões; uso de dinheiro público em propaganda pessoal no programa “Mato Grosso Verdade”, estimado em R$ 7 milhões; denúncias de trabalhadores submetidos a condições degradantes na Fazenda Santa Amália; pagamento em duplicidade de convênios federais de drenagem e pavimentação (R$ 352 mil). Relatórios do MPF e do TCU indicariam um rombo que pode ultrapassar R$ 50 milhões.
Como se não bastasse, Jayme deixou o governo com três folhas salariais atrasadas e ainda carrega denúncias ligadas ao extinto Bemat e à antiga Cemat. Nada disso é novo. O que muda é o ambiente: na era das redes, o passado cobra pedágio. E a internet não esquece.
Transformado em meme, Jayme Campos virou o retrato de uma política que perdeu a conexão com o presente — e cuja turbulência agora é pública, ruidosa e implacável.
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