Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026

BISTURI Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 11:40 - A | A

26 de Fevereiro de 2026, 11h:40 - A | A

BISTURI / CRISE NA CORTE

STF em dissonância com o povo

Ativismo, decisões isoladas e falta de unidade abalam a segurança jurídica

Da Redação
A Bronca Popular



A mais recente ordem do ministro Gilmar Mendes suspendendo os chamados “penduricalhos” do Judiciário e do Ministério Público foi lida como resposta direta ao ministro Flávio Dino.

O episódio escancara um problema maior: a falta de unidade no Supremo Tribunal Federal.

Segundo apuração da CNN Brasil, havia um entendimento interno para que o tema fosse conduzido ao Plenário, permitindo uma decisão colegiada, “em uma só voz”. No entanto, a iniciativa isolada de Dino ao suspender benefícios no Legislativo — após o Congresso aprovar pagamentos extras — foi vista como quebra de acordo.

A reação de Gilmar, por sua vez, reforça a percepção de disputa interna.

Não se discute aqui o mérito de combater excessos remuneratórios.

O problema é o método.

Quando ministros agem de forma individual e pública, em rota de colisão, a Corte deixa de parecer um tribunal constitucional e passa a transmitir imagem de arena política.

O Brasil precisa de segurança jurídica. Precisa de previsibilidade. Precisa de uma Suprema Corte que fale de maneira coesa, que construa consensos institucionais e que inspire respeito não pelo protagonismo individual, mas pela força coletiva de suas decisões.

Sem unidade, cresce a desconfiança.

E sem legitimidade social, nenhuma Corte Suprema se sustenta apenas na formalidade do cargo.

O STF precisa decidir menos como indivíduos e mais como instituição — ou continuará alimentando a percepção de ativismo e instabilidade que tanto prejudica o país.

Comente esta notícia

(65) 99978.4480

[email protected]

Tangará da Serra - Tangará da Serra/MT