Da Redação
A Bronca Popular
Em Nova Xavantina, a gestão do prefeito João Bang parece operar sob um roteiro previsível: anuncia obras, cria expectativa e, quando a execução se mostra inviável, aciona o discurso da perseguição. Sempre surge uma denúncia, um embargo ou um inimigo oculto. Entrega, quase nunca.
O caso da pavimentação da estrada de acesso ao PA Banco Safra é emblemático. A questão ambiental passou a ser usada como pretexto conveniente para justificar a inércia. Projetos sérios nascem compatíveis com a legislação. Quando isso não ocorre, o problema não é o meio ambiente, mas a incapacidade técnica e administrativa da gestão.
O mesmo padrão se repetiu no ponto de embarque e desembarque às margens da BR-158, anunciado sem autorização do DNIT. Diante do impasse, aliados do prefeito passaram a culpar a oposição por uma suposta denúncia anônima. Nos bastidores, porém, cresce a suspeita de que essas denúncias — se existirem — possam partir do próprio entorno governista, como estratégia para não cumprir promessas e ainda transferir a culpa.
Na Rádio Rezende FM, um radialista conhecido como Xaropinho reproduz à exaustão a versão oficial, ataca a oposição e se desgoela em defesa do prefeito — o provedor político do momento. O contraditório inexiste; sobra militância travestida de comunicação.
Observadores locais avaliam que o comportamento virou método. A gestão é amadora, desarticulada e incapaz de elaborar projetos viáveis. Governa no grito e no improviso, enquanto processos travam, o setor jurídico não resolve entraves e obras ficam pelo caminho.
O saldo é conhecido: a cidade perece e o povo sofre. Estradas continuam precárias, promessas viram frustração e o desenvolvimento segue refém de uma administração que anuncia muito, se vitimiza sempre e entrega pouco.





