Da Redação
Blog Edição MT
A retomada da CPMI do INSS, marcada para quinta-feira (5), cai como uma bomba no entorno de Flávio Bolsonaro, recém-ungido por Jair Bolsonaro como aposta do clã para 2026.
O problema é o timing: enquanto o senador tenta costurar a unidade da direita, a comissão reacende suspeitas que ameaçam minar o discurso moralista do bolsonarismo.
Um requerimento deve pedir a convocação de Letícia Caetano dos Reis, ligada ao escritório de advocacia de Flávio e a personagens centrais do escândalo bilionário de fraudes contra aposentados.
O elo passa por Antônio Carlos Camilo Antunes, pivô da Operação Sem Desconto, e por estruturas offshore usadas para ocultação patrimonial — exatamente o tipo de prática que o discurso bolsonarista diz combater.
Não é preciso condenação para haver desgaste político. A simples associação, ainda mais em uma CPMI televisionada, impõe custo alto a quem tenta se vender como “novo” carregando velhos enredos.
A direita pode até buscar união, mas a CPMI lembra que coerência também entra na conta eleitoral.





