Da Redação
A Bronca Popular
O debate político exige firmeza, mas jamais autoriza o abandono da compostura. As recentes manifestações atribuídas ao vereador Luciano Demazzi, marcadas — segundo denunciantes — por ataques misóginos, sexistas e de caráter difamatório contra a prefeita Seluir Peixer Reghin, representam um ponto de inflexão preocupante na vida pública de Aripuanã. Divergir é legítimo; desqualificar pela condição de mulher, não.
A reação institucional veio rápida. A deputada federal Gisela Simona anunciou que solicitará a expulsão do vereador do União Brasil, sinalizando que violência de gênero não pode ser normalizada sob o manto da retórica política. Paralelamente, populares protocolaram pedido de providências na Câmara Municipal, alegando reiteradas ofensas à honra, moral e integridade da gestora.
Mais que um embate entre agentes políticos, o episódio expõe um teste para as instituições e para a própria cultura democrática: ou se reafirmam limites civilizatórios, ou se aceita que o discurso de ódio substitua o argumento. Aripuanã merece política, não hostilidade.










