Da Redação
Blog Edição MT
A política brasileira entrou oficialmente no modo “fogo cruzado”. De um lado, o PT aciona o TSE contra Flávio Bolsonaro por suposta propaganda antecipada. Do outro, aliados bolsonaristas reagem mirando Lula, em um movimento que escancara a antecipação do embate eleitoral.
O estopim foram adesivos distribuídos no Nordeste por Gilson Machado, com imagem e slogan eleitoral associados ao senador. Para o PT, trata-se de estratégia clássica de pré-campanha fora do período permitido. A ação cumpre papel previsível: além do mérito jurídico, gera desgaste político e ocupa espaço no noticiário.
A resposta veio no mesmo tom. Gilson promete recorrer à Justiça, alegando desequilíbrio e questionando episódios que, sob sua ótica, também configurariam promoção política antecipada. A disputa sai do campo das ruas e migra para os autos.
O roteiro é conhecido. Judicializar tornou-se parte da engrenagem eleitoral. Ações não servem apenas para buscar decisões, mas para produzir narrativa, mobilizar bases e pressionar adversários.
Mais do que discutir limites legais, o episódio revela o clima já instalado: a eleição ainda não começou formalmente, mas a guerra política, sim. E, como de costume, o tribunal vira extensão do palanque.










