Da Redação
A Bronca Popular
O vereador da Câmara de Aripuanã, professor Luciano Demazzi (União Brasil), lidera uma série de ataques contra a prefeita Seluir Peixer Reghin. A conduta do parlamentar, segundo relatos, extrapola o campo político, da crítica e da fiscalização da gestão, avançando sobre aspectos da vida privada da gestora.
Na tentativa de desqualificá-la e de atingir sua honra e imagem, Demazzi teria feito referências, inclusive, ao tratamento oncológico ao qual a prefeita foi submetida. As manifestações ocorrem principalmente nas redes sociais e em declarações públicas, gerando reações no meio político local.
A prefeita Seluir Peixer Reghin já procurou a polícia, registrou queixa-crime e boletim de ocorrência, alegando calúnia, injúria e difamação. Apesar das medidas adotadas, os reiterados ataques misóginos permanecem.
O episódio ganhou repercussão além de Aripuanã e chegou a Cuiabá. A presidente do diretório municipal do União Brasil na capital, deputada federal Gisela Simona, publicou vídeo nas redes sociais em que repudiou o que classificou como violência política de gênero e afirmou que irá encaminhar pedido de expulsão do vereador da legenda.
A deputada federal Gisela Simona fez uma manifestação enfática contra os ataques atribuídos ao vereador Luciano Demazzi, direcionados à prefeita Seluir Peixer Reghin, em Aripuanã. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar classificou o episódio como violência política de gênero e anunciou medidas no âmbito partidário.
Presidente do diretório do União Brasil em Cuiabá, Gisela afirmou que não irá tolerar condutas que, segundo ela, ultrapassam os limites do debate político. “Não vamos admitir violência política de gênero. Apresentei o pedido de expulsão do vereador Luciano Demazzi pelos graves ataques feitos nas redes sociais contra a prefeita Seluir. São manifestações de caráter machista e misógino, que atingem a honra e tentam diminuí-la na condição de mulher”, declarou.
Durante o pronunciamento, a deputada também ressaltou que esse tipo de situação não pode ser naturalizado no ambiente político. “Sei bem o que é isso, já sofri na pele diversas vezes. Já é difícil ser mulher na política, e é ainda mais grave presenciar esse tipo de ataque. Não irei admitir ou me calar. Seguiremos firmes na defesa das mulheres”, afirmou.










