Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026

POLÍCIA Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 10:11 - A | A

17 de Fevereiro de 2026, 10h:11 - A | A

POLÍCIA / ENTRE A VIDA E A AMPUTAÇÃO

Mulher atropelada em Nova Xavantina pede socorro para não perder as pernas

Internada em hospital de Barra do Garças, paciente aguarda transferência para Cuiabá enquanto risco de amputação aumenta

Da Redação
A Bronca Popular



Internada em um hospital público de Barra do Garças, a moradora de Nova Xavantina, Patrícia Silva do Nascimento, vive dias de angústia, dor e incerteza. Vítima de um atropelamento criminoso na BR-158, no perímetro urbano, ela agora enfrenta um drama que vai além das graves lesões na bacia e nas pernas: a corrida contra o tempo para evitar a amputação de um dos membros.

Estou sofrendo de dor, gritando. Não lembro nem qual foi o dia que eu dormi. Estou vivendo um dia após o outro

Com a voz marcada pelo sofrimento, Patrícia relata noites sem sono e dores incessantes. “Estou sofrendo de dor, gritando. Não lembro nem qual foi o dia que eu dormi. Estou vivendo um dia após o outro”, desabafou à reportagem.

Segundo ela, a perna mais atingida apresenta sinais alarmantes. “A outra perna está escurecendo todinha. Como está demorando muito a cirurgia, provavelmente vai ter que amputar.”

O que agrava ainda mais a situação, segundo a paciente, é que a vaga para transferência a Cuiabá teria sido liberada duas vezes — e cancelada nas duas ocasiões.

Agora, médicos avaliam a possibilidade de decidir pela amputação na própria unidade hospitalar.

Patrícia teme perder uma parte maior da perna caso o procedimento ocorra fora da capital, onde, segundo ela, existiriam mais recursos e chances de preservação do membro.

“Eu só preciso que liberem minha vaga”, implora.

O caso expõe, de forma cruel, o impacto devastador de um crime de trânsito e levanta questionamentos inevitáveis: até quando vítimas gravemente feridas precisarão lutar contra a burocracia enquanto o próprio corpo entra em colapso? Até quando vidas arruinadas serão empurradas para o limbo do descaso?

Enquanto Patrícia aguarda uma definição que pode marcar para sempre seu futuro, a família reforça que o tempo é decisivo. Cada hora de espera amplia riscos, reduz possibilidades e aprofunda o sofrimento.

A Secretaria de Estado de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação relatada pela paciente.

Segundo a Polícia Militar, o condutor da carreta envolvida foi interceptado após tentar fugir.

De acordo com os policiais, ele apresentava sinais de embriaguez e confessou o atropelamento, sendo preso e encaminhado à Delegacia de Polícia.

Agora, enquanto o suspeito responde à Justiça, Patrícia luta pela própria integridade física — e por algo que deveria ser básico em qualquer sistema de saúde: o direito de ter uma chance.

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