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BISTURI / POLÍTICA E CONVENIÊNCIA

Câmara escolhe o silêncio e passa pano para Chico 2000

Ao barrar comissão processante, vereadores enfraquecem a transparência e protegem um colega afastado na Operação Gorjeta

Da Redação
A Bronca Popular



A decisão da Câmara de Cuiabá de rejeitar a criação de uma comissão processante para apurar a conduta do vereador Chico 2000, afastado no âmbito da Operação Gorjeta, é um recado preocupante à sociedade: quando o investigado é “da casa”, a régua muda.

Os votos que impediram a investigação não foram apenas contrários a um rito institucional. Foram um gesto político de autoproteção. Ao “passar pano”, os vereadores trocaram a transparência pelo corporativismo, minando a credibilidade do Legislativo e alimentando a desconfiança popular. Comissão processante não condena ninguém; investiga. Barrá-la é fugir da luz.

Num momento em que a sociedade cobra ética e responsabilidade, a Câmara preferiu o conforto do acordo tácito. O resultado é um Parlamento que se distancia do cidadão e se aproxima do descrédito. Se não há o que temer, por que impedir a apuração? A democracia local perde quando o plenário escolhe o silêncio.

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