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POLÍTICA Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2020, 11:37 - A | A

17 de Dezembro de 2020, 11h:37 - A | A

POLÍTICA / NÃO SABE LEGISLAR

Delegado grita contra projeto de Fávero que isenta de ICMS compra de armas por servidores da segurança pública

Edésio Adorno
Tangará da Serra



O Delegado Claudinei é um deputado quase invisível na Assembleia Legislativa. Sua atuação é modesta e pouco produtiva. Ele demonstra dificuldade de relacionado com os demais parlamentares e sua assessoria aparenta despreparo técnico e intelectual.

Disparar indicações, expediente de pouco ou nenhum efeito no mundo prático, é seu forte. Claudinei não pode ser classificado de oposição e nem de situação, também está longe de ser um deputado independente. Sequer consegue defender com firmeza as pautas das forças de segurança pública, mesmo sendo ele delegado da Polícia Judiciária Civil.  

O calcanhar de Aquiles do delegado Claudinei reside em seu gritante despreparo para o exercício da atividade legislativa.

No parlamento, a regra de ouro para se ter êxito na aprovação de projetos é saber dialogar, respeitar a adversidade e não faltar com a lealdade para com os pares.  

Na teoria, Claudinei já sabe ou deveria saber disso. Na prática, continua empilhando erros e equívocos um em cima do outro. Fazer as mesmas coisas e pretender alcançar resultado diferente é loucura, segundo alerta de Einstein.  

Jogou contra as forças de segurança   

Em uma atitude, no mínimo deplorável, o deputado Delegado Claudinei disparou infundadas críticas ao também deputado Silvio Fávero, durante a sessão desta quarta-feira (16).   O motivo do chilique de Claudinei chega a ser pueril. Ele ficou rubro de raiva - ou seria de inveja e ciúme? – com a aprovação do projeto de lei do deputado Fávero que garante isenção de ICMS na aquisição da primeira arma de fogo aos profissionais das forças de segurança pública (Policiais Militares, Civis, Penais, Bombeiros Militares e Agentes do Socioeducativo).

Na indignação de Claudinei fica evidente seu despreparo e falta de traquejo político.  

Claudinei argumenta que em 2019 apresentou um projeto de lei com o mesmo objeto, mas que foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia. “Nós votamos no dia 29 de setembro e não conseguimos derrubar a rejeição da CCJ”, confessa o deputado.  

Incapaz de assumir a própria incompetência, o Delegado Claudinei falta com o dever de honestidade intelectual.  

"Então é por isso a nossa é crítica, porque tratamentos diferenciado em projetos do mesmo conteúdo e mesma natureza? Quer dizer o meu de 2019 foi rejeito pela CCJ e agora o do Silvio que faz parte da CCJ foi aprovado pela comissão?", perguntou   

Não é verdade, Claudinei. O projeto do deputado Fávero também teve parecer contrário da CCJ, segundo informou o presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM).

A verdade é que o deputado Silvio, como é bem articulado e tem excelente relacionamento na Casa, conseguiu derrubar em plenário o parecer da CCJ. O resto é conversa fiada.  

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Da tribuna, Silvio Fávero deu a resposta devida à choradeira do Delegado Claudinei: "nosso colega deputado Claudinei tinha que aprender a fazer projeto”.  

Em sua fala, Fávero ainda deu uma lição ao delegado chorão:  

“A gente quando é voltado para um segmento, principalmente na sua classe de delegados, deveria ter ficado quietinho e votado em 2ª aprovação. Corre o risco agora de o senhor carregar nas costas um veto do governador e aí você vai ter que explicar isso para a categoria que você faz parte", concluiu  

O Projeto de Lei (PL Nº 855/20) que afasta a incidência de ICMS na aquisição da primeira arma de fogo por profissionais das forças de segurança pública foi aprovado pelo plenário com 18 votos favoráveis, 5 contra e uma abstenção. Agora, segue para a sanção ou veto do governador Mauro Mendes.  

O Deputado Delegado Claudinei deveria comemorar a aprovação do PL e articular junto ao chefe do Executivo para garantir a sanção sem veto da medida. Afinal, a categoria que ele ‘representa’ foi beneficiada.

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