Quinta-feira, 13 de Junho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020, 11:37 - A | A

Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020, 11h:37 - A | A

XEQUE MATE

Junqueira pressiona secretariado a apoiar pré-candidatura de Wesley sob pena de demissão

Oficialmente, por amor ao holerite, ninguém confirma a denuncia

EDÉSIO ADORNO
Tangará da Serra

Uma graduada fonte ligada ao gabinete do prefeito de Tangará da Serra, Fábio Martins Junqueira (MDB), revelou ao site uma informação que os observadores mais atentos já haviam percebido: o uso da máquina pública para turbinar o nome do diretor do Samae e chefe da Sinfra, Wesley Lopes Torres (MDB), com vistas às eleições municipais deste ano.  

A informação repassada ao site acrescenta um detalhe até então desconhecido. Junqueira teria dado um xeque mate a seu secretariado e, por tabela, aos demais ocupantes de cargos comissionados. Para quem não pretende ler seu ato de exoneração no Diário Oficial, a ordem é simples: recomenda-se engajamento total e sem reservas na consolidação do nome de Torres.  

Todo e qualquer evento, ação ou realização, interna ou externa, de qualquer secretaria municipal, deve ser informado com antecedência para o prefeitável Torres, que deve ter lugar de destaque e a fala garantida, conforme a regra de precedência prevista nos manuais de cerimonial.  

Se o clima político nos bastidores da prefeitura já era toxico, restou irrespirável depois da forçação de barra de Junqueira.

É voz corrente que os servidores da prefeitura, sejam comissionados ou efetivos, não tem a menor simpatia pelo candidato chapa branca. Secretários, diretores e adjuntos, com a diminuta exceção de praxe, dificilmente vão se empenhar na construção da candidatura Lopes a prefeito de Tangará da Serra. O homem é pesado como um paquiderme!  

A rejeição ao seu pupilo Lopes e o franco favoritismo de Vander Masson (PSDB) são fatores que preocupam o experiente político Fábio Junqueira, que já teria ensaiado uma tentativa de aproximação com o empresário rural Reck Junior (PSD).  

Ocorre que Junior ainda não saiu da moita, não sabe se vai ou se fica. Uma coisa, no entanto, é certa: não admite ser vice de ninguém. Para disputar a prefeitura com o apoio do grupo do governador Mauro Mendes precisa trocar o PSD do desgastado Carlos Favaro pelo DEM dos irmãos Jayme e Júlio Campos.     

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