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POLÍTICA Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021, 20:14 - A | A

20 de Janeiro de 2021, 20h:14 - A | A

POLÍTICA / 13º FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO

MP pede bloqueio de bens de 7 vereadores de Alta Floresta por receberem 13º irregular



O Ministério Público do Estado (MPMT) ingressou com uma ação no Poder Judiciário Estadual pedindo o bloqueio de bens de sete vereadores de Alta Floresta (800 KM de Cuiabá), referente ao 13º salário do ano de 2017 supostamente recebido de forma irregular.

Segundo informações, a Câmara de Vereadores de Alta Floresta aprovou uma Lei no fim do ano de 2017 instituindo o pagamento do 13º salário já para aquele exercício. Porém, a jurisprudência brasileira estabelece que o ato só poderia valer para o exercício seguinte, em 2018.

Após uma notificação recomendatória do MPMT, a Câmara de Alta Floresta retificou o dispositivo legal, no entanto, boa parte dos vereadores já havia recebido o 13º salário de 2017. O órgão ministerial denunciou os ex-vereadores:

Demilson Nunes Siqueira, que poderá devolver R$ 13,5 mil

Emerson Sais Machado (R$ 13,4 mil)

Marcos Roberto Menin (R$ 13,5 mil)

Oslen Dias dos Santos (R$ 13,4 mil)

Silvino Carlos Pires Pereira (R$ 13,5 mil)

Valdecir José dos Santos (R$ 13,8 mil) e

José Aparecido dos Santos (R$ 14 mil).

“Assim, conforme apurado no bojo do Inquérito Civil, após a publicação das Leis Municipais 2.420/2017 e 2423/2017, a Câmara Municipal, na pessoa do ordenador de despesas Emerson Sais Machado, efetuou pagamentos de 13º (décimo terceiro) [...] nos anos de 2017, 2018 e 2019, na mesma legislatura em que as leis foram aprovadas, em flagrante violação aos princípios da moralidade, impessoalidade e, especialmente, ao princípio da anterioridade”, diz trecho do pedido do MPMT.

 

De forma incidental, sob a suspeita de inconstitucionalidade da Lei que instituiu o benefício, o MPMT também pediu a suspensão do pagamento do 13º salário aos vereadores referente ao ano de 2020. A 3ª Vara da Comarca de Alta Floresta acatou o pedido.

Em relação  ao pedido de bloqueio contra os sete vereadores o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão

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