Da Redação
A Bronca Popular
O auditor público interno e controlador geral da Prefeitura de Nova Xavantina, Welton Magnone Oliveira dos Santos, parece ter esquecido qual é, afinal, a natureza do cargo que ocupa.
A Controladoria existe para fiscalizar os atos da gestão, zelar pela legalidade, pela transparência e pela correta aplicação do dinheiro público. No entanto, ao que se vê, o responsável por esse controle resolveu trocar a função de fiscal pela de defensor da própria administração que deveria vigiar.
Em vez de exercer a necessária independência institucional, Magnone transformou-se em aliado público do prefeito João Bang, chegando ao ponto de atuar como seu porta-voz em programa de rádio na cidade e crítico contumaz de possíveis adversários do governo municipal.
A situação gera evidente conflito de interesses e compromete a credibilidade do sistema de controle interno.
Não se trata apenas de opinião política.
Trata-se de possível desvio de função e afronta aos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade. Em outras partes do país, situações semelhantes já foram alvo de atuação do Ministério Público.
No Paraná, por exemplo, um controlador interno foi exonerado após participar de atividades político-partidárias durante o exercício do cargo, justamente por comprometer a imparcialidade da função fiscalizadora.
Em Nova Xavantina, a pergunta que fica é inevitável: quem fiscaliza o fiscal quando ele decide defender o fiscalizado? Porque, quando o controlador vira porta-voz do governo, o controle deixa de existir — e a função pública passa a servir ao poder, não ao cidadão.









