Da Redação
Retratos da Comunidade
O paredão imprescíndivel para o Flamengo na conquista da Libertadores de
O ditado popular no futebol não falha: um grande time começa por um grande goleiro. E, na conquista da Libertadores de 2025, esse papel teve nome e sobrenome — Agustín Rossi. Depois de um início turbulento na Gávea, o argentino se firmou, ganhou a confiança da torcida e foi decisivo para o tetracampeonato rubro-negro.
Revelado pelo modesto Chacarita Juniors, Rossi percorreu uma longa estrada até chegar ao topo da América. Brilhou no Boca Juniors, onde acumulou títulos e ambiente de pressão, mas viveu oscilações que o levaram a empréstimos no Chile, Argentina e Arábia Saudita. Em 2023, finalmente desembarcou no Flamengo — e sua história mudou.
A calma virou sua marca registrada. “Sou o único jogador que não pode errar. Se mantenho a serenidade, passo isso para o time”, disse à TNT Sports. Essa tranquilidade moldou um goleiro seguro, frio e fundamental para a retomada de títulos: dois Cariocas, Copa do Brasil, Supercopa e, agora, a Libertadores.
Na campanha continental de 2025, Rossi foi decisivo: brilhou nos pênaltis contra o Estudiantes, fechou o gol contra o Racing e terminou o torneio como um dos protagonistas. Aos 30 anos, consolidou-se como um dos maiores goleiros da era moderna do clube.
De contestado a ídolo, Rossi provou que um gigante não nasce pronto — se constrói defesa após defesa. E o Flamengo, mais uma vez, agradece.












