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POLÍTICA Quarta-feira, 19 de Agosto de 2020, 11:39 - A | A

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2020, 11h:39 - A | A

Fala infeliz

Barbudo pede que seu parceiro ‘capeta’ receba Bispo Casaldáliga no inferno

Da Redação

Cristo é a única chave que abre as portas do paraíso eterno. Sem Ele, que se fez homem, desceu a terra e ofereceu a própria vida para que todos que nele crer tenham salvação. Já a chave do inferno pode ser encontrada nas mãos de qualquer um, inclusive do deputado federal Nelson Barbudo (PSL), que em declaração ao site O Bom da Notícia deixou escapar que tem boas relações com as potestades do mal.  

Como Barbudo não tem autoridade para escolher quem vai para o inferno e nem quem recebe a graça da salvação, é possível deduzir que ele seja muito próximo do encardido, do caviloso e horrendo rei das trevas.  

Mas como o diabo veio para mentir, enganar, matar e roubar, é possível que o deputado tenha sido induzido a mentir sobre o destino eterno do bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguia, Dom Pedro Casaldáliga, que morreu e foi sepultado na semana passada, sob as lágrimas da gente que ele tanto amou e defendeu das garras de grileiros profissionais, de pistoleiros e até de agentes do estado.  

“Casaldáliga foi para o inferno e que o capeta o tenha”, vaticinou o deputado porta-voz do diabo. A inoportuna, asquerosa, repulsiva e indigna fala de Barbudo chocou a opinião do Brasil e despertou a indignação da comunidade católica. Os deputados estaduais reagiram a indignidade do federal e aprovaram uma Moção de Repúdio por sua sandice.  

Ser de esquerda, de direita, do centro ou da beira do tacho é uma opção política e ideológica de cada indivíduo. Afrontar a memória de um líder religioso, seja católico, evangélico, espirita, budista, muçulmano, agnóstico ou de qualquer outra denominação teológica aí já é falta de princípio, de empatia e de respeito à lei suprema do Cristiano, que recomenda: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. E mais: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mateus 22: 37-39).

Dom Pedro Casaldáliga, assim como todos os seres humanos, um vai comparecer junto ao Trono Branco para ser julgado por seus atos. O deputado Nelson Barbudo não será advogado e nem assistente de acusação. Nesse grande dia, o porta-voz do capeta, que na terra pode ter sido qualquer coisa, até mesmo deputado federal, não terá espaço e nem permissão para abrir a boca imunda.

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