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POLÍTICA Sábado, 01 de Agosto de 2020, 18:05 - A | A

01 de Agosto de 2020, 18h:05 - A | A

POLÍTICA / Direita e esquerda unida contra PL da Grilagem

Cattani pede que Bolsonaro impeça a aprovação pelo Congresso do PL 2366; Vídeo

Da Redação



O Movimento de Direita Canhota Não, que em Mato Grosso tem no assentado da Reforma Agrária e 1º suplente de deputado estadual, Gilberto Cattani (PRTB), postou um vídeo da produtora rural de Redenção, no Estado do Pará, Jeny Silva, com apelos dirigidos ao presidente Jair Bolsonaro para barrar a aprovação pelo Congresso do Projeto de Lei 2633/2020, conhecido como o “PL da legalização do crime de grilagem”.  

O PL 2633/2020, que trata da regularização fundiária, enfrenta forte resistência de ambientalistas, comunidades indígenas e quilombolas, artistas, ativistas, defensores dos Direitos Humanos e até de organizações internacionais.  

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Nas redes sociais, personalidades como a cantora Anitta, o ator Bruno Gagliasso e a modelo Gisele Bündchen, também criticam a proposta, por estimular a grilagem e a invasão de terras públicas, sobretudo na Amazônia. Existe até uma internacional liderada pelo fotografo brasileiro Sebastião Salgado para colher assinaturas contra a aprovação do PL 2633.   

As entidades ligadas ao meio ambiente, movimentos sociais e personalidades do mundo cultural e artístico avaliam que o PL 2633 se soma aos projetos antiambientais do governo Bolsonaro, os quais seriam ruins para imagem do país e por isso 40 empresas estrangeiras ligadas a cadeia da carne e da soja ameaçaram boicotar os produtores do país.  

O PL representa a possibilidade de regularizar terras públicas que foram invadidas

O presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Renan Sotto Mayor, lamentou que o PL 2633 não vá passar pelas comissões, votado sem debate. “O tema é debatido há séculos, portanto não deveria ser votado com pressa. O PL representa a possibilidade de regularizar terras públicas que foram invadidas. Na visão do conselho, é uma grave violação aos Direitos Humanos possibilitar que pessoas que invadiram terras, cometendo crimes, sejam premiadas com os títulos das terras”, afirmou. 

Para Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a temática é espinhosa e vai gerar mais violência no campo. “A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é contra a votação neste momento”, destacou.   

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A batalha contra o PL 2633, de acordo com Luiz Zarref, do Movimento Sem Terra (MST), não é apenas entre ambientalistas e agronegócio. “É uma defesa pela vida do movimento de Direitos Humanos, de setores do próprio agronegócio, da pastoral da igreja. Não é o momento de se debater o PL. Não se resolve magicamente um problema de 500 anos”, defendeu.  

O autor do PL 2633/2020 é o deputado mineiro Zé Silva, do Solidariedade. A relatoria é do deputado Marcelo Ramos (PL/AM). A CNBB, artistas, o Papa Francisco e o MST, entre outras organizações e movimentos sociais já se posicionaram contra a aprovação da medida que, segundo avaliam, legaliza o crime de grilagem e ameaça terras indígenas, de quilombolas e pode aumentar a devastação da Amazônia.  

Essa narrativa sensibilizou o Movimento de Direita Canhota Não, que em mensagem de vídeo pede que o presidente Jair Bolsonaro interceda para impedir a aprovação do PL 2366/2020 pelo Congresso. (Com conteúdo do blog 4 Elementos/Jornalista Simone Kafruni/Correio Braziliense)

Assista o vídeo:

  

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