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POLÍTICA Sexta-feira, 13 de Março de 2020, 00:14 - A | A

13 de Março de 2020, 00h:14 - A | A

POLÍTICA / A máscara caiu

Eraí Maggi joga Buzetti na suplência de Favaro e confirma complô contra Selma Arruda

EDÉSIO ADORNO
Tangará da Serra



O empenho que o rei da soja e da sonegação fiscal, Eraí Maggi, demonstrou nas últimas horas para jogar a empresária Margareth Buzetti (PP) na 1º suplência do candidato a senador Carlos Fávaro (PSD) confirmam suspeitas levantadas por este blog quando das articulações para cassar o mandato da senadora Selma Arruda (Pode).  

Nas eleições de 2018, Fávaro ficou em terceiro lugar na disputa pelo senado.

À justiça eleitoral, o vice de Taques se declarou produtor agropecuário e dono de um patrimônio de R$ 947 mil.

Um homem de poucas posses e de muita pose.  

Obviamente que Fávaro, com recursos próprios, jamais teria condições de contratar um dos advogados mais caros do pais - José Eduardo Cardoso, o “porquinho de Dilma” – para patrocinar o processo de cassação da juíza Selma Arruda.  

Então, uma indagação é pertinente:  

De onde teria saído a montanha de dinheiro que cobriu elevados gastos com honorários advocatícios e despesas correlatas com o nebuloso, célere e suspeito processo de imolação da juíza Selma?  

O casamento forçado ou por conveniência do PP com o PSD também deixa muitos questionamentos sem resposta. A galerinha do PP até recentemente dizia que Favaro usou o partido para se eleger vice de Taques, depois tomou o PSD de José Riva e se tornou dono do partido.

Como ética, decência e moralidade são insumos raros na política, pelo visto, Favaro e os dirigentes do PP fumaram o cachimbo da paz. O entendimento para indicar Buzetti 1º suplente do dono do PSD deve ter sido altamente vantajoso sob todos os aspectos.

Afinal, campanha política precisa de patrocinador e o rei da sonegação é sempre generoso com candidatos que se prostram aos seus pés e assumem a defesa de seus interesses políticos e empresariais.  

Agora, as suspeitas se dissipam, as dúvidas se convertem na mais absoluta certeza e tudo se encaixa como luva. Carlos Fávaro não se aventurou na luta jurídica pela cassação da senadora Selma Arruda por vontade própria.  

Favaro agiu como longa manos, ponta de lança de seu patrão, Eraí Maggi. O serviço ficou caro, mas foi bem feito.

Cooptar o PP, jogar Buzetti na chapa de Fávaro e investir pesado na campanha de seu capataz é apenas um gesto de gratidão. Claro, se eleito, vai ter que usar o mandato de senador e trabalhar duro em prol de um “Bom Futuro” para Mato Grosso.

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