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SOCIAL Quarta-feira, 16 de Junho de 2021, 15:25 - A | A

16 de Junho de 2021, 15h:25 - A | A

SOCIAL / ALDEIA INDIGENA WAZARE

Hayka Zakenaezokero Paresi: empenhada na difusão do turismo étnico em sua comunidade

Conhecer as diversas aldeias do vasto território indígena do povo Paresi e suas belezas naturais é uma excelente sugestão de etnoturismo

Edésio Adorno
Tangará da Serra



Hayka A. Zakenaezokero Paresi, 14 anos, é filha do cacique Rony Walter Azoinayce Paresi e de dona Valdirene Paresi. Ela é estudante e participa ativamente da vida cultural e econômica de sua comunidade, com atuação destacada em dois projetos básicos. O primeiro responde pelo nome VALMAHA, que é formado pelas iniciais do nome de sua mãe Valdirene, de uma terceira mulher (Mayara) e o seu próprio. Esse projeto foi concebido para criar e abater frangos caipiras.

Atualmente, o plantel em engorda é superior a 500 cabeças. A carne está sendo comercializada apenas na comunidade. No futuro, pode chegar a mesa dos moradores de Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Sapezal e quem sabe de Tangará da Serra. Disposição, força de vontade e zelo não faltam as mulheres indigenas que encontraram nessa atividade uma fonte sustentável de renda e de melhor qualidade de vida. Valdirene Wazare lidera o projeto. "Gosto do que faço, é prazeroso", afirmou, com entusiasmo.

Etnoturismo

Hayka também auxilia seus pais na difusão do etnoturismo ou turismo étnico na comunidade indigena.

Essa atividade econômica, quando bem planejada e organizada, como é o caso da Aldeia Wazare, tem como uma de suas funções a de potencializar a cultura local, principalmente no que diz respeito aos elementos ligados à dança, ao artesanato e à pintura, ao canto e à reza, à língua nativa, às bebidas e comidas típicas, à agricultura, entre outros elementos tradicionais, inclusive o desfrute de balneários instalados as margens de impressionantes e paradisiacas cachoeiras nos rios que banham o território Paresi. 

O turismo étnico possibilita novas formas de subsistência familiar para a sociedade indígena, gera emprego, renda e movimenta o trade turístico, o que significa emprego e renda fora dos dominios das aldeias. O estudioso Neto de Jesus (2004) escreveu que estereótipos presentes no senso comum, no pensamento pré-concebido de muitos não índios, podem dificultar a compreensão do turismo étnico indígena. "Essa visão distorcida pode interferir na percepção do turista, bem como na do turismólogo".

Em Mato Grosso, esse olhar preconceituoso praticamente deixou de existir. As comunidades indigenas se esforçam para receber o turisma e oferecer o que há de mlehor em suas comunidades, a começar pelo tratamento personalizado e um receptivo de qualidade esmerada. O cacique Rony declarou à nossa reportagem que nos próximos dias terá em mãos a autorização defintiva da Funai para operar o etnoturismo em sua aldeia. Sua filha Hayka é a principal entusiasta do projeto.

 

 

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