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CIDADES Quinta-feira, 06 de Agosto de 2020, 11:31 - A | A

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2020, 11h:31 - A | A

Água do Sepotuba

Junqueira, Wesley e Gouveia disputam paternidade de recursos do governo federal

EDÉSIO ADORNO
Tangará da Serra

Até recentemente, o prefeito Junqueira, seu vice Renato Gouveia e o ex-chefe do Samae estavam juntos e misturados no mesmo barco. Agora, com a proximidade das eleições municipais, o trio se desfez. O clima é de cada um por si e seja o que Deus quiser e o povo decidir nas urnas.  

Nesse ambiente de individualismo e de ambição política, injustiças são cometidas no atacado e no varejo. Junqueira colocou Lopes sob sua proteção e Renato foi jogado na cova dos leões. Ingratidão não rima com política, mas andam juntas. O emedebista histórico, ex-senador Márcio Lacerda, já havia alertado lá atrás que não se faz política sem vítima.  

Renato Gouveia foi um vice discreto, não indicou ninguém para o governo, defendeu a gestão e foi leal ao máximo. Seu pecado foi pretender disputar a prefeitura. Depois que tomou essa decisão, virou alvo justamente do grupo político que ele ajudou a conquistar ou a se manter no poder.  

A liberação da emenda impositiva de bancada no valor de R$ 7.468.129,90 para investimento nas obras de captação e adução de água do rio Sepotuba não aconteceu por acaso e nem foi obra de mera liberalidade dos congressistas.  

Quando no exercício interino do mandato de prefeito, Renato viajou a Brasília, percorreu gabinetes de parlamentares e, com a habilidade que o diferencia de muitos, conseguiu assegurar essa grana para investir na ampliação do fornecimento de água tratada a população.  

Esse e outros feitos de Renato são ignorados. Coisas da política. Aliás, de políticos ingratos e incapazes de reconhecer quem um dia esteve ao seu lado e o ajudou a fazer a travessia do Rubicão.  

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