Da Redação
Edésio Adorno
Sedentarismo, desrespeito ao ritmo circadiano (o relógio biológico) e consumo de álcool e tabaco formam um combo deletério capaz de solapar silenciosamente a saúde física e mental.
Quando esse estilo de vida desregrado se soma à alimentação inadequada e ao comodismo — reflexo de uma tendência biológica de poupar energia e evitar esforço — o resultado é previsível: cresce de forma preocupante a epidemia de obesidade, diabetes e aterosclerose, o entupimento das artérias que está por trás de um número alarmante de infartos.
O problema é global. Dados da World Health Organization indicam que 80% dos adolescentes e 27% dos adultos no mundo são sedentários, um cenário que ajuda a explicar o avanço das doenças crônicas nas últimas décadas.
Outro efeito preocupante é a perda progressiva de condicionamento físico.
Muitas pessoas já não caminham com desenvoltura; correr, então, parece algo distante. As pernas tornam-se inseguras e a capacidade cardiorrespiratória já não sustenta nem pequenos esforços do cotidiano.
A solução, paradoxalmente, é simples, barata — e muitas vezes gratuita.
Caminhar de 20 a 30 minutos por dia pode ser suficiente para restaurar o equilíbrio do organismo, preservar a higiene mental, fortalecer o coração e melhorar a função respiratória.
Mais do que exercício, caminhar é recuperar algo essencial: a autonomia de levar o próprio corpo para onde se quiser.













