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POLÍTICA Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2021, 16:26 - A | A

04 de Janeiro de 2021, 16h:26 - A | A

POLÍTICA / CAMPO NOVO

Em jogo de carta marcada, Itamar convoca eleição para chancelar preposto do prefeito no comando da Câmara

Edésio Adorno
Tangará da Serra



O prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado (PSL), foi reeleito para um novo mandato, mas saiu desmoralizado das urnas. Ele teve 38,39% dos votos válidos contra 61,61% atribuídos a seus adversários.  

Apesar da votação pífia, do risco real de perder o mandato por abuso de poder político, uso da máquina pública e crime eleitoral, em tese configurado pela captação ilícita de votos por meio de distribuição de cestas básicas, Machado está obcecado com a ideia de virar deputado estadual.  

Para alavancar seu projeto, ele precisa do controle total e sem reserva da Câmara de Vereadores. Não fez maioria nas eleições, mas já conseguiu encabrestar o novato Joaquim Pereira dos Santos (PP), que foi eleito pela coligação de Pim.  

Obediente as ordens de Machado, o presidente interino da Câmara, vereador Jorge Itamar Rodrigues, convocou sessão extraordinária para a tarde da próxima terça-feira. Na pauta, eleição da Mesa Diretora, com o ex-secretário de Machado, vereador Marcelo José Burgel, na presidência.  

Não satisfeito em cooptar o vereador Joaquim, apelidado de “Judas do Chapadão”, Machado acionou sua máquina de destruir reputação contra o vereador Vanderlei Baioto (MDB). Além da imprensa amiga, Fake News foram produzidas pelo comitê da maldada e despejadas nas redes sociais. Pura maldade!  

Convocação eleição Câmara CNP.JPG

 

Baioto tem uma história construída com honradez, respeito aos valores republicanos e uma trajetória política pautada na observância aos princípios que norteiam a administração pública. Ele exerce com altivez o papel reservado ao vereador que não negocia, não transige e nem compactua com atos lesivos ao patrimônio público. Um parlamentar com essas qualidades não agrada Rafael Machado, que ambiciosa chegar a Assembleia Legislativa a qualquer custo.  

A eleição de Burgel para presidir a Câmara de Vereadores configura um acinte, um deboche e uma ofensa a população de Campo Novo, que exige moralidade na condução da coisa pública. Claro, o ventríloquo de Machado tem legitimidade para comandar o legislativo, desde que sua escolha não fosse fruto de arranjo e de negociatas escusas.

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