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POLÍTICA Terça-feira, 17 de Março de 2020, 23:52 - A | A

Terça-feira, 17 de Março de 2020, 23h:52 - A | A

O cão lambe o dono

Jornalista emprega esposa na prefeitura com salário de quase R$ 4 mil e vira bate pau de Junqueira

Ao longo de oito anos de holerite, quase R$ 500 mil terão sido canalizados dos cofres da prefeitura para a conta bancária da esposa do jornalista.

EDÉSIO ADORNO
Tangará da Serra

Um jornalista de Tangará da Serra, conhecido como "Corujinha de Boteco",  marcou presença firme, nos últimos dias, nas redes sociais. Sua forte militância digital não tem nada a ver com a assustadora pandemia do coronavírus, muito menos com a situação da saúde pública, com o corte do transporte escolar ou com a buraqueira que embeleza ruas e avenidas da cidade.  

No Facebook, nos grupos de Whatsapp e até nos botecos onde encharca o pé com sofreguidão, o notório Corujinha defende a pureza vestal de Junqueira e assaca impropérios contra quem critica a gestão municipal. Habilidoso - ou seria polimórfico? -  ele consegue encarnar a um só tempo dois personagens. É hater dos adversários de Junqueira e “só love” para o chefe do “trono da Serra”.  

Se você, que passa os fotorreceptores da retina sobre esse texto, pensa que o amor desse jornalista para com Junqueira é platônico, esqueça. Trata-se de uma relação negociada, de conveniência e delimitada por interesses pessoais.  

O prefeito, macho alfa no contubérnio, contrata, paga, exige obediência e lealdade do contratado, que, nesse caso, se funde a própria esposa para receber algo próximo de R$ 4 mil mensal dos cofres públicos. Uma relação promiscua, porém absolutamente legal. O chefe do trono da Serra tem poder para empregar e desempregar.  

A esposa do “ético e imparcial” jornalista foi contemplada em março de 2013 com o gordo cargo de confiança na estrutura da Secretaria de Fazenda da prefeitura e lá deve permanecer até 31 de dezembro deste ano, quando termina o período de regência do rei do trono da Serra.  

Uma rápida conta revela que a vassalagem do jornalista não foi em vão.

Ao longo de oito anos (96 meses) de holerite, quase R$ 500 mil terão sido canalizados dos cofres da prefeitura para a conta bancária da esposa do jornalista.

Assim, com essa montanha de dinheiro, fica fácil ser leal ao prefeito, atacar adversários, atentar contra a reputação de quem questiona os atos da administração, achincalhar desafetos políticos do provedor da família e se comportar como bate pau virtual do prefeito. Haja falso moralismo!!!

NR: o nome completo do baba ovo de Junqueira não será divulgado, por enquanto, para não expor sua esposa. 

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