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SOCIAL Terça-feira, 25 de Maio de 2021, 18:20 - A | A

25 de Maio de 2021, 18h:20 - A | A

SOCIAL / AMÉRICO CORREA

Jornalista cuiabano relata a experiência de sobreviver a covid-19

Da Redação



O jornalista Américo Correa é um icone da comunicação de Cuiabá. Gabaritado, culto, inteligente e dono de uma perspicácia impressionante, ele já passou por vários veículos de comunicação da Capital. Atualmente, é servidor do Tribunal de Contas. Ele testou positivo para a covid-19 e precisou ser internado em uma unidade hospitalar. Venceu a doença, como ele diz, com a assistência da equipe médica, o apoio da familia e ajuda 100% de Deus.

Neste artigo publicado no Facebook, Américo relata sua experiência e conta o que favoreceu seu tratamento e recuperação.

ESTOU VENCENDO A COVID-19. GRAÇAS A DEUS

Compartilho minha experiência, na expectativa de ajudar outras pessoas. Ficou um pouco longo. Mas vale a pena!  

Decidi contar minha história por crer que posso ajudar outros. As respostas do organismo humano ao coronavírus são duas: na maioria, sem grandes traumas, vem é vai embora; na minoria, especialmente os mais velhos e aqueles com comorbidades, também pessoas sadias, o agravamento da saúde, comprometimento pulmonar e de outros órgãos, luta insana pela recuperação e, em muitos casos, óbitos. Hoje, mais de 450 mil mortes decorrentes da COVID-19.  

O que fiz? O meu acerto?

O elementar no tratamento!!!  

Para início, tenho plano de saúde e isto facilitou sobremaneira a tudo. Daí, reconhecendo que não é tão simples como dito, NUNCA VEJA A SAÚDE COMO CUSTO. É INVESTIMENTO NA VIDA.  

Agora, o que importa. Não deixe nada para depois. Não espere, procure atendimento médico imediatamente.  

No meu caso, indicação de uma amiga. O consultório do médico funciona em anexo de um hospital, onde tem laboratórios. Nomes e agradecimentos no final.  

Com familiar com suspeita e sintomas de COVID-19, no dia 20/4 fizemos teste de antígeno. Meu deu negativo. Do familiar, deu positivo/reagente. No mesmo dia, consulta a um médico. Exames de sangue e tomografia do tórax do familiar. Sem comprometimento pulmonar. Como os resultados dos exames saiam 2 horas após, esperar e mostrar para o médico.  

EM SÍNTESE, O MÉDICO DECIDIU O TRATAMENTO COM INFORMAÇÕES DA HORA. ACHO ISTO É ESSENCIAL.  

No dia 22, fiz novo exame antígeno, pois tive uma leve diarreia. Resultado negativo/não reagente. O familiar retornou ao médico também. Exames de sangue e tomografia. Sem comprometimento pulmonar. Conseguiu vencer a Covid. Com a graça de Deus.  

No dia 23. Fiz novo exame antígeno e o PCR. Resultado Reagente (confirmado depois pelo PCR.

Consulta médica. Exames de sangue e tomografia. Pulmões com 10% de comprometimento. Hemograma normal.  

Em casa, doravante monitoramento da saturação com oxímetro. Repouso, exercícios respiratórios. Não tive falta de ar nem muita fraqueza. Pouca febre. Tenho diabetes e pressão alta, importante registrar.  

No dia 26. Exames de sangue, tomografia, consulta. Pulmões com 20%. No dia 28, mesmo procedimento. Pulmões com 30%. Exames de sanque   

No dia 2/5, com saturação oscilando abaixo de 90, fui ao pronto atendimento. Exames de sangue e tomografia. Pulmões 30%. Com quadro geral bom, voltei pra casa. Alguns medicamentos alterados.  

No dia 3/5 e 7/5, consulta, exames de sangue e tomografia. Pulmões 30%.

EM casa, fisioterapia respiratória.  

No dia 11/5. Consulta, exames de sangue e tomografia. Pulmões 35%. Mas o hemograma indicou uma infecção secundária bacteriana. Eu estava já falando em caminhada. Meu quadro geral era bom. Achava que receberia alta até para retomar trabalho em home office.

Decisão: internação. Medicamentos mais potentes e intravenosos (aproveitamento de 100%, o que não ocorre com os de uso oral). Fiquei 4 dias internado.

Vantagem: a cada três horas, profissionais estão te vendo. Medicamentos na HORA CERTA, vc está em repouso etc. Alguns remédios mexiam com a glicose e a diabetes chegou a 380. Foi necessário compensar com insulina.  

Tive alta no dia 15/5 com pulmões ainda com 30%, mas com melhora nos exames de sangue. Seguir em casa com medicamentos, repouso e fisioterapia respiratória. Exercícios de respiração. Monitoramento com oxímetro, do diabetes e da pressão. Muito, mas muito líquido. Evitar estresse (confesso, ouvi bastante Schumann, Mozart, li Montaigne ...).  

Fiz retorno ao médico na segunda-feira, 24. Tomografia ainda com 20%. Outras informações indicam que parte desta sequela foi do tabagismo. Fumei 20 anos. Parei fazem 25 anos. Mas a fatura está lá. Os exames de sangue estão bons.  

Agora, continuar fisioterapia respiratória, mudar radicalmente hábitos alimentares, por conta do diabetes, exercícios aeróbicos e musculação. Perdi 11 kl de massa muscular em 24 dias. A bunda sumiu. As pernas cambitaram. Surpreendente.  

Para mim, o que foi essencial: não esperar. Ir em busca de ajuda médica. E, fundamental, TRATAMENTO COM INFORMAÇÕES DA HORA. Isto tudo deu uma segurança muito grande e coragem. Tive medo? SIM, BASTANTE. Mas sem paranoia.  

Sinto-me, apesar dessa experiência inglória, um privilegiado. Pela família, pelo apoio, preocupação dos amigos e pelas orações.   Sim, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo ajudou 100%. Também pedi muito a ajuda de Nossa Senhora.  

Por fim, agradecer ao médico Arnaldo Sérgio Patrício e toda a atenciosa equipe do Hospital São Judas Tadeu. Me fizeram a diferença. Louvo pela vida de vocês.  

 

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