Da Redação
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (10.2), a Operação Imperium, com o objetivo de desarticular e asfixiar financeiramente uma facção criminosa especializada em lavagem de dinheiro por meio do uso sistemático de documentos falsos. Ao todo, estão sendo cumpridas 61 ordens judiciais.
A ofensiva inclui 12 mandados de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão, quatro sequestros de imóveis avaliados em mais de R$ 4 milhões, 10 sequestros de veículos de luxo e o bloqueio de contas bancárias de 21 investigados, com valores que podem chegar a R$ 43 milhões. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Rondonópolis, com base em investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá.
Os mandados são cumpridos em Rondonópolis, onde funcionava o núcleo empresarial do grupo, e também nos estados do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No Paraná, o alvo é a principal operadora financeira da facção; em Minas Gerais, o responsável pela aquisição de imóveis; e, no Rio de Janeiro, operadores patrimoniais.
A ação conta com apoio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor) e das Polícias Civis desses estados.
As investigações apontam que o esquema era liderado por G.R.S., conhecido como “Vovozona”, considerado de alta periculosidade e apontado como liderança da facção no sul de Mato Grosso.
Foragido desde julho de 2023, após não retornar de saída autorizada do sistema prisional, ele teria usado empresas de fachada e contas abertas com documentos falsos para ocultar e movimentar recursos ilícitos.
Segundo o delegado Marlon Luz, o foco da operação é atingir o poder econômico do grupo. “As medidas visam bloquear valores e recuperar bens ilícitos, enfraquecendo a estrutura financeira da facção”, afirmou.
A Imperium integra o programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso e também as ações da Renorcrim, rede nacional coordenada pelo Ministério da Justiça.






