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POLÍTICA Terça-feira, 06 de Outubro de 2020, 07:49 - A | A

Terça-feira, 06 de Outubro de 2020, 07h:49 - A | A

CRIME ELEITORAL

Candidato a vereador do PSC de Brasnorte usa rádio comunitária para contratar pesquisa eleitoral

Estatístico responsável pela pesquisa responde inúmeros processos e é conhecido da Justiça Eleitoral por manipular resultado de pesquisas

Edésio Adorno
Tangará da Serra

Emissora de rádio comunitária é uma concessão pública para servir a população, e não para servir a interesses político partidários de quem quer que seja.   O objetivo do rádio comunitária é proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades.  

Uma rádio comunitária deve divulgar a cultura, o convívio social e os eventos locais. Noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública. Isso é o que as normas e regulamentos do Agência Nacional de Telecomunicações.  

A direção da Rádio Amazônia FM da Associação de Amigos e Moradores de Brasnorte, que é dirigida pelo candidato a vereador Claudio de Souza Campos (PSC), parece desconhecer ou ignora de proposito os limites impostos pela legislação para funcionamento de uma emissora não comercial.  

Campos efetuou o registro de uma pesquisa eleitoral para “aferir” a preferência de voto dos eleitores de Brasnorte. A suposta pesquisa teria sido realizada entre os dias 27 e 29 de setembro. Segundo os dados publicados no sítio eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral, a pesquisa custou R$ 3.500,00 para entrevistar 260 eleitores. Ora, se nem mesmo uma rádio comercial pode ser transformada em palanque eleitoral, essa vedação é ainda mais explicita com relação ao funcionamento das rádios comunitárias.  

As emissoras comunitárias são proibidas, por força de lei, de fazer política partidária, de beneficiar ou prejudicar candidatos a cargos eletivos. A decisão da Rádio Amazônia FM da Associação de Amigos e Moradores de Brasnorte de contratar pesquisa eleitoral com o proposito claro de interferir no pleito e favorecer determinado candidato será apurada pela Polícia Federal e Anatel. O caso é grave!

As ilicitudes não param por aí. Um outro fato é ainda mais grave e pode configurar tentativa de fraude eleitoral. Chama atenção o fato de o estatístico responsável pela pesquisa, trata-se de Augusto Silva Rocha (CONRE7655).  

Rocha figura entre os maiores fraudadores de pesquisas eleitorais do País. O prontuário do “estelionatário eleitoral” é extenso. Ele é suspeito de manipular pesquisas eleitorais em vários municípios espalhados pelo país.  

Augusto em certa ocasião declarou à Revista ÉPOCA que muitos candidatos pagam para manipular o resultado da pesquisa, e que isso é praxe comum para os institutos que ele trabalha.  

As motivações para fraudar uma pesquisa eleitoral são diversas, mas quase todas tem um objetivo, tentar colocar o candidato em situação mais favorável do que a realidade ou ainda alterar os votos indecisos, que deixam para a última hora a escolha de seus candidatos, que são os chamados “votos de manada”, onde o eleitor acaba optando por escolher o candidato mais cotado nas pesquisas eleitorais.  

Um detalhe: o fato de uma pesquisa ser registrada no TSE não a torna confiável e muito menos que tenha sido realizada de acordo com as normas técnicas e legais. A Justiça Eleitoral não confere a qualidade da pesquisa. A lei exige apenas que seja registrada. 

Veja dados do contratante da "pesquisa"

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