Da Redação
A Bronca Popular
Imagem/Edição: Abronca Popular
Imagem simbólica que expõe a contradição: o mesmo Pedro Taques que negou a RGA, atacou sindicatos e desprezou servidores agora tenta vestir a máscara de defensor do funcionalismo. Incoerência e hipocrisia em estado puro.
Pedro Taques tenta, mais uma vez, vestir a fantasia do “paladino da moral”. Agora, posa de defensor dos servidores públicos e advogado dos sindicatos, exigindo que o governo pague a RGA na integralidade. O mesmo Taques que, quando esteve no Paiaguás, negou a reposição inflacionária, chamou a reivindicação de “irresponsável”, disse que pagar a RGA “quebraria o Estado” e ainda desdenhou do funcionalismo ao afirmar que “não foi eleito para ser Miss Simpatia” nem para “agradar meia dúzia de pessoas”.
Essa não é uma mudança de convicção. É o mais puro oportunismo eleitoral.
Quando governador, Taques construiu sua relação com os servidores a partir do confronto, do desprezo e da criminalização das lutas sindicais. Disse que sindicatos espalhavam “mentiras”, tratou greves como ameaça ao Estado e insinuou que servidores estavam manipulados por interesses políticos.
Seria abismal imaginar que o mesmo servidor que puniu Taques nas urnas, que foi humilhado por suas falas e desprezado por sua gestão, agora se deixaria enganar por um discurso de encantador de tolos
Em discurso público, chegou a relatar que foi “olhado com nojo” por servidores e, em vez de refletir sobre sua postura, orgulhou-se de não se arrepender de ter negado a RGA.
A máscara caiu em 2018. O funcionalismo respondeu nas urnas. Pedro Taques foi derrotado fragorosamente na tentativa de reeleição, e voltou a sentir o peso do repúdio em 2020, quando também fracassou na eleição suplementar ao Senado. Foi o voto do servidor, cansado de desrespeito, que o alijou do Paiaguás e da cena política majoritária.
Agora, ele retorna como “advogado dos sindicatos”. Um roteiro cínico: o algoz se fantasia de salvador. Ontem, dizia que a RGA levaria as contas ao “caos”; hoje, exige que seja paga integralmente. Ontem, atacava dirigentes sindicais; hoje, quer posar ao lado deles em busca de legitimidade. Não é coerência. É mutação por conveniência.
Seria abismal imaginar que o mesmo servidor que puniu Taques nas urnas, que foi humilhado por suas falas e desprezado por sua gestão, agora se deixaria enganar por um discurso de encantador de tolos. O servidor não esquece quem o tratou como peso morto, quem o acusou de irresponsabilidade e quem o reduziu a “meia dúzia”.
Pedro Taques não mudou. Mudou apenas a estratégia. O resto é hipocrisia em estado bruto e cinismo político travestido de redenção.





Eduardo Jorge 01/02/2026
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