Edésio Adorno
Tangará da Serra
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), escalpelado por várias decisões desfavoráveis da justiça, deu um chapéu nas empresas que integram o Consorcio VLT Cuiabá e deixou Vicente Vuolo choramingando as margens dos trilhos abandonados do modal que simboliza o maior caso de corrupção da história de Mato Grosso.
De acordo com matéria do site Rdnews, assinada pelos jornalistas Jacques Gosch e Ana Flávia Corrêa, Pinheiro mudou o discurso e já admite aceitar o Bus Rapid Transit (BRT) como o novo modal de transporte para ligar a região metropolitana.
“Pode ser BRT? Pode. Não era o que eu gostaria, mas até pode ser. Se for compartilhado com a sociedade e com as instituições. Eu tenho que ser convencido. Eu entendo que o melhor para a cidade é o VLT, mas eu não quero entrar nisso. O que eu estou brigando é pelo direito de Cuiabá ter o poder de decisão”, disse o inquilino do Alencastro ao Rdnews.
Pinheiro, no entanto, faz uma exigência, como saída de honra, para a mudança de atitude com relação a troca do VLT pelo BRT, conforme anunciado pelo governador Mauro Mendes. Ele pede que a definição seja feita em conjunto entre o Governo do Estado, o Poder Executivo da capital e de Várzea Grande.
Ainda de acordo com a reportagem do Rdnews, Emanuel Pinheiro apresentou uma nova versão para suas investidas na justiça contra a decisão de Mendes de trocar o VLT pelo BRT.
“As minhas ações na Justiça não são sobre a troca do modal, é para que Cuiabá seja ouvida através da Câmara, da sociedade civil organizada e que Cuiabá seja ouvida sob o princípio da autonomia dos entes federados, que é o município que decide de forma compartilhada por se tratar de uma região metropolitana”, se justificou.