Da Redação
A Bronca Popular
O ambiente político em Aripuanã entrou em ebulição após recentes manifestações atribuídas ao vereador Luciano Aparecido Demazzi. Segundo denunciantes, as declarações teriam extrapolado o campo do debate político e migrado para ataques pessoais classificados como misóginos, sexistas e de caráter difamatório contra a prefeita Seluir Peixer Reghin.
A reação foi imediata e ruidosa. A deputada federal Gisela Simona anunciou que solicitará a expulsão do parlamentar do União Brasil, deixando claro que violência de gênero não pode ser tratada como retórica política. Paralelamente, um grupo de eleitores protocolou na Câmara Municipal o pedido formal de providências nº 248/2026, elevando ainda mais a pressão institucional.
No documento, os signatários afirmam que o inconformismo não se refere à atuação fiscalizatória do vereador, mas especificamente às manifestações que teriam atingido a honra pessoal da prefeita. As falas atribuídas ao parlamentar são descritas como um ataque “covarde e gratuito”, linguagem que traduz o nível de desgaste político instalado.
Com base nas previsões regimentais, os requerentes pedem o afastamento cautelar de Demazzi até a conclusão de eventual investigação. O expediente também solicita o encaminhamento do caso à Primeira Procuradoria Especial da Mulher, recentemente instituída na Casa, além do envio de cópias ao Ministério Público para análise de possíveis implicações na esfera criminal.
Mais do que um embate entre agentes políticos, o episódio expõe um teste incômodo para as instituições locais. O caso coloca em xeque os limites entre crítica política e ataque pessoal, além de reacender o debate sobre violência política de gênero — tema que vem ganhando protagonismo no cenário nacional.
Até o momento, o vereador Luciano Demazzi não se manifestou publicamente sobre o teor das acusações e dos pedidos apresentados. Enquanto isso, o caso segue ampliando o ruído político e tensionando o ambiente legislativo.










