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POLÍTICA Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, 09:51 - A | A

02 de Fevereiro de 2026, 09h:51 - A | A

POLÍTICA / POLÍTICA & OPORTUNISMO

Do caos ao disfarce: Taques agora posa até de sindicalista

A segurança pública virou terra arrasada: viaturas paradas por falta de combustível, frota reduzida, contratos estrangulados e até veículos bloqueados por inadimplência.

Da Redação
A Bronca Popular



Imagem/Edição: Abronca Popular

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Segurança sucateada, serviços públicos em colapso e um Estado à deriva. Esse foi o saldo do desastre Taques no Governo de MT

O ex-governador Pedro Taques reaparece no debate público tentando vestir a fantasia de paladino da moralidade e profeta da eficiência administrativa. O problema é que os fatos — teimosos — desmontam o personagem.

A gestão Taques no Governo de Mato Grosso foi catastrófica.

O Estado mergulhou numa crise fiscal profunda que se materializou no cotidiano da população: viaturas paradas por falta de combustível, serviços públicos operando no limite, atrasos a fornecedores, gargalos na saúde, colapso logístico na segurança pública e um ambiente de instabilidade permanente.

Não foi um tropeço pontual; foi um modo de governar que empurrou serviços essenciais para a beira do abismo.

O servidor público, hoje alvo de juras tardias de amor, foi tratado como vilão.

Houve confronto aberto com categorias, retórica agressiva contra sindicatos e sindicalistas, demonização do funcionalismo e uma política de arrocho que transformou trabalhadores em bodes expiatórios da crise.

O discurso era duro; a prática, mais ainda.

Quem viveu aquele período sabe: Taques foi carrasco, não aliado.

O juízo popular veio rápido e implacável.

Na tentativa de reeleição, sofreu derrota acachapante — um recado claro de reprovação à sua administração. Dois anos depois, em 2020, tentou retornar pela porta lateral, disputando a eleição suplementar ao Senado.

Nova rejeição.

O eleitor falou de novo. E falou alto.

Agora, a metamorfose.

O ex-governador se apresenta como guardião da ética, invoca “eficiência administrativa” como mantra e posa de defensor do servidor. A mudança tem causa específica e transparente: o sonho de voltar ao Senado da República. Não é conversão; é conveniência. Não é autocrítica; é amnésia seletiva.

Mas há um detalhe que Taques parece subestimar: o povo tem memória. Lembra do Estado paralisado, das escolhas que sacrificaram serviços essenciais, da retórica beligerante contra quem segurou a máquina pública nos piores momentos. Lembra das derrotas eleitorais que não foram acidentes, mas veredictos.

A política permite recomeços, mas exige verdade. Quem quer falar de eficiência precisa responder pelos caos que produziu. Quem promete respeito ao servidor precisa explicar por que o atacou quando governava. E quem clama por moralidade deve começar pelo espelho.

Fantasia não reescreve a história. A memória coletiva, sim. E ela não esqueceu.

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