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POLÍTICA Sexta-feira, 26 de Março de 2021, 07:57 - A | A

26 de Março de 2021, 07h:57 - A | A

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Mauro aponta que Bolsonaro "despertou" e pede fim das brigas políticas por 2022

Da Redação



O governador Mauro Mendes (DEM) endureceu o tom das críticas em relação a atuação do Governo Federal e as medidas de enfretamento a Covid-19. Na avaliação do chefe do Executivo, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) “despertou” para a situação caótica da pandemia que já matou mais de sete mil pessoas só em Mato Grosso. 

Ontem, Mauro Mendes concedeu uma entrevista a rede CNN Brasil. “Ele reconheceu o dano que a pandemia está provocando na saúde dos brasileiros e obviamente na economia. Sem saúde, não há economia. Parece que houve um despertar para esta necessidade de ter uma articulação central acreditando na doença”, disse.

As declarações ocorrem após a reunião realizada na última quarta-feira (26) onde Bolsonaro se convocou ministros, governadores e as cúpulas do Congresso e do STF para tratar da pandemia do novo coronavírus. Após o debate, o “comandante” anunciou a criação de um comitê para coordenar as ações de enfrentamento à pandemia.

Foi o dia em que o Brasil bateu a marca de 300 mil mortos pela Covid-19. Mendes elogiou a mudança de postura, que apesar de atrasada, ocorre em um dos piores momentos da crise sanitária do país.

 

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O democrata disse que espera os efeitos práticos do “despertar do Planalto”. “Eu vejo com bons olhos alguns sinais diferentes que surgiram no Planalto nos últimos dias. O próprio presidente está envolvendo um pouco mais, houve um reconhecimento claro de que existe uma crise forte no Brasil de saúde”, complementou.

Mendes defendeu a necessidade de uma coordenação das ações em conjunto com os chefes de Estados. Isso porque vários confrontos têm sido a marca da relação de Bolsonaro com governadores e prefeitos desde o início da pandemia. 

O presidente é crítico a medidas de isolamento social determinadas pelos governos locais e chegou a ingressar com uma ação no Supremo para reverter restrições em três Estados. O pedido foi negado ontem pelo ministro Marco Aurélio Mello. “Eu não gosto de ficar apontando dedo para ninguém ou citando culpados. Cada um sabe o que cada um fez, o que o presidente fez e que cada governador fez. A gente sabe que alguns erros podem ter sido cometidos, porém, o que nós não podemos é ter em um momento de grave crise é que uma liderança não está se importando com o grave problema nós estamos tendo. Faltou um pouco de articulação central, por mais que alguns Estados se esforcem, sozinhos nós não conseguimos criar um plano de contingência e hoje nós estamos tendo dura realidade”, complementou.

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No fim, Mendes ainda frisou que não é momento em pensar em eleições. O comentário teve como pano de fundo a briga política de Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, em torno da vacinação contra o coronavírus.

O governador paulista ganhou fôlego após conseguir a aprovação do uso emergencial da CoronaVac e iniciar a vacinação em seu estado antes do Ministério da Saúde. A “conquista” trouxe repercussões para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2022, quando ambos serão prováveis nomes na urna. 

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