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POLÍTICA Quinta-feira, 26 de Março de 2020, 15:38 - A | A

Quinta-feira, 26 de Março de 2020, 15h:38 - A | A

UMA ESPERANÇA

Quatro pacientes de UTI tiveram alta em SP com uso de hidroxicloroquina

Gabriela Ingrid
Viva Bem / UOL

Pelo menos quatro pacientes que estavam na UTI em estado grave no Hospital Igesp, em São Paulo, receberam alta após sete dias de uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações.  

De acordo com Dante Senra, médico cardiologista e coordenador das UTI's do hospital, foram "avaliados criteriosamente os protocolos internacionais" e 12 altas hospitalares de pacientes confirmados com coronavírus e altamente suspeitos também foram dadas.  

"Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento", disse, com exclusividade ao VivaBem. Senra ainda afirma que, apesar de esperançosos, os resultados ainda são iniciais. "A impressão é muito favorável, mas como se trata ainda de um número pequeno, não há como estabelecer uma relação de causa e efeito. Até porque não há estudos multicêntricos ainda."  

Senra explicou que os resultados não fazem parte da coalizão covid-19, feita pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês e BRICNet, uma rede que realiza estudos clínicos na área de medicina intensiva. O especialista ainda fez questão de ressaltar que não há comprovação de causa e efeito do uso da hidroxicloroquina. Ou seja, não é possível garantir que os pacientes foram curados graças ao medicamento.  

Estudo chinês não vê diferença Apesar dos resultados promissores com a hidroxicloroquina, os especialistas pedem cautela, pois são necessárias pesquisas relevantes para comprovar que o medicamento é seguro e eficaz. Até o momento, tudo ainda é muito controverso.  

Enquanto alguns estudos trazem bons resultados, como o realizado pelo Instituto Mediterrâneo de Marselha (França), o primeiro estudo controlado feito com a hidroxicloroquina revelou que o medicamento não teve efeitos diferentes dos cuidados usuais. Apenas 30 pessoas participaram da pesquisa, feita em Xangai, na China. Metade recebeu 400 mg/dia de hidroxicloroquina por cinco dias, além dos cuidados usuais, enquanto os outros pacientes receberam apenas cuidados usuais.  

Após sete dias, o teste para o vírus foi negativo em 86,7% casos no grupo que tomou hidroxicloroquina e em 93,3% casos no grupo controle. Os cientistas concluíram que um são necessários estudos com mais pessoas para investigar os reais efeitos do medicamento no tratamento da covid-19.

 

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