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POLÍTICA Quinta-feira, 23 de Julho de 2020, 09:13 - A | A

Quinta-feira, 23 de Julho de 2020, 09h:13 - A | A

DIAMANTINO

Sem prestar contas, HSP São João Batista recebeu mais de R$ 7 milhões em 16 meses

Haron Alvares
Assessoria de Imprensa

A Associação Santa Madre Paulina, responsável por gerir o Hospital São João Batista em Diamantino, recebeu sem que houvesse prestação de contas, valores que ultrapassam o montante de R$ 7 milhões, afirmou na Tribuna Livre o vereador Edilson Mota Sampaio (PP), em discurso realizado na última segunda-feira (13.07).

Convidada a participar da Sessão, a presidente da associação Isolete Dalmolin Simon, não compareceu a Casa Legislativa, enviando representante legal que posteriormente foi dispensada pela comissão de saúde. A presidente seria questionada acerca dos serviços prestados pelo hospital, e quais as condições de atendimento e planos para atuação no enfrentamento ao novo Coronavírus.

Para Edílson, a negativa em comparecer à Câmara para esclarecer assuntos de interesse público é uma demonstração de desprezo pela opinião pública e do Poder Legislativo, que segundo ele, ajudaram a instituição e o hospital com investimentos quando foi necessário.

“Tenho o dever de vir a essa casa sim (sobre argumentar/denunciar), e tenho o dever pois quando precisaram ser reconhecidos como instituição filantrópica, correram a esta casa e esta Casa aprovou uma lei a toque de caixa, inclusive para se credenciar e se habilitar para receber esses recursos, agora se negam e viram as costas pra essa Casa. Viram as costas pra população e para as famílias de bem que sempre colocaram recursos dentro desse hospital”, contextualizou o vereador.

Ainda de acordo com o parlamentar, a Associação Santa Madre Paulina que sucedeu a ONG Amor a Vida, recebeu do Poder Público nos últimos 16 meses, valores superiores a R$ 7 milhões, e denunciou a inexistência de leitos disponíveis para o atendimento da população diamantinense.

O parlamentar continuou discorrendo sobre os valores e elencou as receitas mensais da associação até perfazer os mais de R$ 7 milhões, que segundo ele, são transferidos aos cofres do municípios e posteriormente repassados à entidade filantrópica, sendo do Governo Federal o valor de R$ 86.394,07 para a realização de atendimentos de média e alta complexidade (MAC), do Governo do Estado de Mato Grosso, o montante mensal de R$ 250 mil, além da compra de serviços pelo município que agregam R$ 166.666,00 mensais, esse último sob aprovação de lei específica na Câmara Municipal.

“Não vamos admitir que um volume de recursos desse, que está sendo repassado há um hospital, um hospital que não tem uma ala na pandemia para atender a população de Diamantino! Lá tem uma ala que foi o município com a população que investiu, e o município investiu e contratou empresa para colocar lá dentro, essa mesma instituição que colocou nos seus cofres R$ 7 milhões, não tem 1 leito para atender 1 cidadão de Diamantino. O que há, é uma ala que foi reformada para servir de retaguarda, que está aguardando credenciamento do governo do Estado, ou do Governo Federal salvo o engano”, aponta.

“E esses 6 leitos não garantem que nenhum cidadão diamantinense vai deitar nele se precisar, esses leitos vão pra rede pra ser regulados e posteriormente para pacientes que já foram tratados e curados, mas ficaram com sequelas definitivas ou provisórias”, acrescenta Edílson.

O vereador afirma que o município recebeu o valor de R$ 720 mil para o combate ao Covid-19 no município e aponta que segundo informações obtidas numa reunião com membros do Poder Executivo, foi relatado a comissão que a gestão do Hospital São João Batista tem a intenção de credenciar os leitos disponíveis na unidade hospitalar como leitos de retaguarda da Secretaria de Estado de Saúde (SES) ao valor de R$ 238 mil mensais pelo período de 90 dias.

Conforme explicação do parlamentar, se acaso um paciente de Diamantino necessite de internação com respiradores, deverão ser regulados no sistema para conseguir um leito no hospital que a própria população ajudou a equipar. Afirmando que se necessário, pedirá uma Sessão extraordinária para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as ações do gestor municipal e da gestão do hospital.

“Por isso receberão R$ 228 mil por 6 leitos. Então recebe recurso do Estado, recebe do município, recebe do Governo Federal, chegou agora mais R$ 720 mil para o combate ao Covid-19, e vai receber se credenciar, mais R$ 228 mil por mês, por 90 dias pelo menos”, disse. “E ai diz que não tem que dar satisfação pra população? Tem que dar, e tem que vir a esta Casa sim, vai ser convocada e tem que vir sim”, exclama!

“Essa comissão, ela será humilde na sua abrangência com relação a convocação, mas se precisar fazer uma Sessão Extraordinária para instituir uma CPI... Será a CPI da Saúde de Diamantino, e a CPI manda o ofício convidando, se não vir, busca”, finaliza Edílson Sampaio.

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