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POLÍTICA Sábado, 09 de Janeiro de 2021, 11:00 - A | A

09 de Janeiro de 2021, 11h:00 - A | A

POLÍTICA / DÚVIDA CRUEL

Por que Paletó, Eder Moraes, Lúdio Cabral, Silval Barbosa e Vuolinho tanto instem na defesa do Consórcio VLT?

Edésio Adorno
Tangará da Serra



  A obstinação com que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), se opõe ao BRT e defende o Consórcio VLT, depois que o modal foi transformado no maior símbolo de corrupção da história de Mato Grosso, levanta dúvidas, desperta curiosidade, suscinta diversos questionamentos e deve deixar as autoridades de controle externo em alerta.  

Qualquer cidadão esclarecido, que detenha o mínimo de informação, sabe que o modal de transporte de massa escolhido tecnicamente para operar entre Cuiabá e Várzea Grande foi o BRT. A opção pelo modal foi baseada em estudos chancelados por renomadas universidades do país e empresas de notório conhecimento na área de transporte urbano. Também sabe qual foi o ‘argumento’ que convenceu Silval Barbosa substituir o BRT pelo VLT.  

Você que está lendo esse texto, caso tenha alguma dúvida, vamos exumar aqui algumas informações do túnel do tempo. Caso persistam as dúvidas, sugiro que consulte nos sites de notícias de Cuiabá as escabrosas revelações da operação descarrilho, deflagrada em 2017, pelo MPF e PF. Você vai se surpreender!  

Os danos causados ao patrimônio público pelo ex-governador Barbosa e seus comparsas surpreendem pela magnitude das cifras envolvidas. Causa espanto também a volúpia com que os membros dessa organização criminosa concediam benesses e privilégios as empreiteiras do Consórcio VLT Cuiabá em troca de grossa propina.  

O próprio Silval confessou, em delação premiada, que recebeu 8 milhões de euros (algo em torno de R$ 52 milhões) da empresa espanhola CAF, fornecedora dos vagões do VLT ao governo. Barbosa delatou ainda que mandou seu preposto Mauricio Guimaraes conversar com o então diretor da CR Almeida e combinar com ele propina de 3% sobre o valor global do contrato de R$ 600 milhões, ou seja, algo em torno de R$ 20 milhões.  

A organização criminosa de Silval Barbosa foi desarticulada pelo aparelho repressor do estado. Muitos de seus membros foram mandados para o ostracismo ou para o degredo político. Foram retirados de cena e da vida pública!  

Emanuel Pinheiro, no entanto, sobreviveu. Alcunhado de Paletó, por razões que dispensam comentários, ele chamou para si a defesa do legado de Silval Barbosa e dos compromissos assumidos pelo gangster decaído junto as empresas que formam o Consórcio VLT Cuiabá.  

No afã de melar a decisão do governador Mauro Mendes (DEM) de implantar o BRT, no curto espaço de dois anos, Pinheiro acaba de acionar o judiciário pela 3º vez. Em todas, sofreu humilhante derrotada. Ao optar pelo BRT, Mendes resgata o projeto primeiro e valoriza a escolha técnica, que leva a assinatura da USP, da UFRJ, da UNEMAT e de técnicos com expertise reconhecida na área de mobilidade urbana.  

A toda evidência, Emanuel Paletó é o braço político das empresas que formam o Consórcio VLT Cuiabá, que por sua vez escalou um ventríloquo para fazer propaganda favorável ao modal da corrupção e tentar desqualificar o BRT.  

O escolhido para interagir na imprensa e nas redes sociais é o servidor de carreira do TCE-MT, Francisco Antonio Vuolo.  

Vuolinho, como também é conhecido, não é um voluntário da causa. Apesar de ser do quadro de servidores efetivos do TCE-MT, ele sempre viveu de sinecuras, seja no governo ou na prefeitura de Cuiabá.  

No 1º mandato de Pinheiro, Vuolo ocupou a secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. Reeleito prefeito, Paletó fez um rearranjo em seu secretariado. Vuolinho foi remanejado para a secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico.    

“Vuolo vai ter legitimidade para falar em nome da Prefeitura de Cuiabá e lutar para que a ferrovia tenha o seu traçado aprovado passando pela Capital”, disse Pinheiro, segundo noticiou VG Notícias. Elementar, meu caro Watson, agora tudo se encaixa!     

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Leonardo 11/01/2021

e onde entra Lúdio Cabral nessa história?

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R'Dalves 10/01/2021

Reclamam não: reclamar do quê? Povo matogrossense em especial os cuiabanos gostam de políticos corruptos e por eles tem estimações.

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2 comentários

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